I made this widget at MyFlashFetish.com.


Seguidores

sábado, 10 de setembro de 2011

São Paulo goleia o Flu no duelo dos tricolores e vai à decisão do showbol

Tricolor do Morumbi faz 7 a 3 e decide, neste domingo, o Brasileiro da modalidade, em Mangaratiba (RJ). SporTV transmite às 10h

Por SporTV.com Mangaratiba, RJ
 
Com 100% de aproveitamento, o São Paulo está na decisão do Campeonato Brasileiro de Showbol, que será disputada, neste domingo, às 10h, em Mangaratiba (RJ).
O time paulista conseguiu a classificação, neste sábado, ao vencer o duelo tricolor com o Fluminense por 7 a 3.
O equilíbrio foi a tônica do primeiro tempo, com o São Paulo construindo a vantagem apenas nos minutos finais.
O Fluminense saiu na frente com Fabinho (1 a 0). Mas o tricolor paulista reagiu e buscou o empate com Amoroso (1 a 1). Ele chegou ao 20º gol neste Brasileiro de Showbol.
A igualdade se manteve nos primeiros 15 minutos até Amoroso, novamente, marcar 2 a 1 para o São Paulo - desta vez seu 21º gol na competição. Foi dele a jogada que restou no terceiro dos paulistas. Amoroso acertou a trave e, no rebote, Elivélton fez 3 a 1.

Amoroso comemora gol do São Paulo com Juninho pelo showbol (Foto: Reprodução SporTV) 
Amoroso comemora gol do São Paulo com Juninho pelo showbol (Foto: Reprodução SporTV)
 
Com um gol de Beto, após roubada de bola de Djair, o Fluminense descontou no minuto final do primeiro tempo (3 a 2).
- Temos que tomar cuidado porque showbol tem gol toda hora. É preciso ficar atento sempre - avisou Juninho Paulista.

No segundo tempo, foi o São Paulo que ampliou, garantindo a passagem para a decisão do Campeonato Brasileiro. Primeiro, foi com Wilson (4 a 2) e depois com Alexandre (5 a 2).
Fabinho fez seu segundo gol na partida, descontando para o tricolor das Laranjeiras (5 a 3). Em seguida, no entanto, o São Paulo voltou a ter três gols de ponta, com Rogério Pinheiro anotando para o time do Morumbi (6 a 3). O sétimo gol dos paulistas saiu dos pés de Wilson (7 a 3).

São Paulo: Maizena, Wilson, Ivan Rocha, Amoroso, Cláudio e Juninho Paulista. Entraram Rogério Pinheiro, Pavão, Elivélton, Alexandre.

Fluminense: Fábio Noronha, Fabinho, Válber, Alex Dias, Djair e Beto. Entraram Bruno Carvalho, Maciel.

O SporTV transmite a decisão do Brasileiro de Showbol, neste domingo, às 10h, com narração de Lucas Pereira, comentários de Marcelo Rodrigues e reportagem de Marcos Carvalho.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Rodrigo Caio mostra serviço e ganha espaço com Adilson Batista

Elogiado pelo desempenho mostrado na vitória contra o Atlético-MG, volante quer manter pegada para se tornar titular do meio-campo tricolor

Por Marcelo Prado São Paulo
Rodrigo Caio, volante do São Paulo (Foto: Site oficial do São Paulo FC) 
Rodrigo Caio não deve seguir no time na partida contra o Grêmio (Foto: Site oficial do São Paulo FC)
 
O caminho está apenas no início. Mas o volante Rodrigo Caio, aos poucos, começa a cavar o seu espaço no time do São Paulo. Titular nas duas últimas partidas, quando o time venceu Figueirense e Atlético-MG, o camisa 18 sabe que deverá voltar para o banco no domingo, contra o Grêmio, mas fica feliz só de estar mostrando serviço.
- Sei que ainda não sou titular absoluto, mas estou trabalhando para isso. Fico feliz de ter ajudado, fiz bem a proteção da zaga e agradeço ao Adilson, que me passou muita tranquilidade. Acho que o diferencial do nosso time nas últimas duas partidas foi a doação, a entrega, todos lutaram muito. Estou procurando o meu espaço e o importante é estar à disposição quando a oportunidade aparecer – afirmou o jogador.
Rodrigo Caio conseguiu dar a volta por cima após uma estreia que pode ser classificada como um pesadelo. Ele entrou "de surpresa" na vaga do machucado Casemiro e viu o São Paulo ser goleado por 5 a 0 pelo Corinthians, no Pacaembu, no primeiro turno do Brasileirão. O volante de 18 anos seguiu trabalhando e uma nova chance surgiu oito rodadas depois, na partida contra o Bahia, quando foi improvisado na zaga. Mesmo com uma lesão no joelho, o garoto jogou os 90 minutos, o que lhe rendeu bom tempo no estaleiro.
A volta foi contra o Figueirense, no último sábado, quando Adilson Batista montou o time sem 12 peças. Ele se destacou tanto que foi mantido no time e Wellington, que era o dono da posição, foi transferido para a lateral direita. O garoto se destacou tanto que foi chamado para renovar contrato. Ganhou um aumento e acertou um novo vínculo até agosto de 2016.

Volante Rodrigo Caio foi um dos destaques da vitória sobre o Atlético-MG (Foto: Rubens Chiri / Site oficial do São Paulo FC) 
Rodrigo Caio foi um dos destaques da vitória sobre o Galo (Foto: Rubens Chiri / Site oficial do São Paulo FC)
 
Como todo garoto, Rodrigo Caio sonha em um dia jogar na Europa e até cita que tem o sonho de de vestir a camisa do Chelsea (ING). Antes, no entanto, quer se tornar realidade no São Paulo.
- Todo jogador sonha com a Europa e comigo não é diferente. Mas ainda quero permanecer aqui por muito tempo. Quero marcar meu nome e conquistar títulos - lembrou.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ceni, mil jogos e um sonho: 'Eu gostaria que o São Paulo fosse meu'

Goleiro faz balanço da carreira, lembra das dificuldades sofridas no início e diz que sonha encerrar com um novo título da Libertadores pelo Tricolor

Por Marcelo Prado e Sergio Gandolphi São Paulo

Um sujeito consagrado, uma máquina de conquistar títulos e alcançar recordes. Chamado de “mito” pela torcida, Rogério Ceni completará, nesta quarta-feira, 21 anos de um dos mais bem sucedidos casamentos da história do futebol brasileiro. E quis o destino que, para que a data ficasse ainda mais especial, ele chegasse à incrível marca de 1.000 jogos pelo São Paulo, algo impensável naquele 7 de setembro de 1990, quando, com 17 anos e vindo de Sinop (MT), apareceu no CT da Barra Funda para realizar um teste no Tricolor.
Para se ter uma ideia do que representa o feito, somente dois jogadores na história do futebol brasileiro atingiram tal marca: Pelé (1.114 partidas pelo Santos) e Roberto Dinamite (1.065 pelo Vasco). Mas o que realmente impressiona nesse paranaense de Pato Branco (PR) não são apenas as conquistas. E sim a maneira como ainda encara a carreira. Profissional ao extremo, é sempre o primeiro a chegar no campo e o último a sair do CT. Capitão há 757 jogos, ainda encontra palavras para mexer com o grupo na hora da preleção, como fez na partida de sábado, contra o Figueirense. E mesmo prestes a completar o seu milésimo jogo, é capaz de dizer:
- Para mim, não tem festa na quarta-feira. Vou entrar em campo para trabalhar. Afinal, é um jogo que pode nos dar a liderança do Campeonato Brasileiro.
Esse é Rogério Ceni, que, em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, faz um balanço de sua carreira, lembra das vitórias, das frustrações e confessa um sonho totalmente utópico:
- Eu gostaria que o São Paulo fosse meu.
É o amor pelo clube que o faz pensar se vale a pena encerrar a carreira no fim do ano que vem, quando termina seu contrato. Ceni diz que, em um ano, vai decidir se abandonará mesmo os gramados em dezembro de 2012. Se isso acontecer, ele já tem o script perfeito: com mais um título da Taça Libertadores da América.

entrevista são paulo rogério ceni (Foto: Agência Estado) 
Rogério Ceni durante a entrevista exclusiva concedida ao GLOBOESPORTE.COM (Foto: Agência Estado)
 
GLOBOESPORTE.COM – Após 21 anos e 999 partidas, como você consegue manter tamanha motivação para seguir se destacando nos gramados?Rogério Ceni - A motivação vem de fazer o que eu gosto onde gosto. Escolhi ser atleta porque é o que adoro fazer. Sou apaixonado por jogar futebol no São Paulo. Tenho que ser feliz. Mesmo passando por dificuldades, sou um cara realizado. Até hoje, tenho intacto dentro de mim o desejo de treinar e de jogar. Sinto aquela angústia de saber se vamos vencer para assumir a liderança do Campeonato Brasileiro.

Você é capitão do São Paulo há 757 partidas. Mesmo assim, ainda é capaz de mexer com os companheiros. Muitos disseram que a preleção antes da partida contra o Figueirense foi fundamental para a vitória.Precisava ganhar o último jogo. Precisamos ganhar todos, mas após o jogo contra o Fluminense, precisávamos dar um motivo para o torcedor ir ao estádio na quarta-feira. Nosso time estava desfalcado, não tinha nem banco completo. Tive que achar palavras diferentes, até porque haviam meninos da base. Me emocionei na hora de falar, tentei achar algo que era importante, que tocasse os caras que estivessem lá e foi o que aconteceu. Acho um absurdo o jogador entrar em campo e não dar o seu máximo. Correr, batalhar, dividir, cabecear deveria ser praxe em todos os jogos para todos os jogadores.

"O milésimo jogo representa a minha vida. Tenho 38 anos, dos quais 21 vividos dentro do São Paulo. Nesse tempo, melhorei como ser humano, tive um aprendizado muito grande"
Rogério Ceni
 
O que representa o milésimo jogo?Em números é redondo, bonito. Quatro dígitos é difícil, rapaz. Representa a minha vida. Tenho 38 anos, 21 vividos aqui, ou seja, quase 60% da minha vida foi no São Paulo. Foi uma carreira, uma escolha de vida. Perdi muito da minha vida por escolher ser jogador, mas ganhei muito. O reconhecimento do meu trabalho, o carinho do torcedor, o respeito daquele que gosta de futebol. Foi uma troca de situações. Aprendi a ser uma pessoa melhor, aprendi a entender melhor as pessoas. Antes queria que tudo fosse feito do meu jeito, discutia com repórter. Hoje, entendo que cada um é de um jeito e você tem de tirar o melhor daquela pessoa, mas do jeito que ela é. Melhorei como gente, como ser humano e isso só veio com a experiência. Tive muitas lições e um aprendizado muito grande.

Mas sem dúvida é algo especial, tanto que o São Paulo está preparando uma festa, antecipou o jogo, fez promoção de ingressos. Tudo para marcar a data.Jogo festivo é para quem vai ao estádio. É legal, vi que terá faixa, bandeira. A minha felicidade vem da presença do torcedor. Para mim, é um jogo, vou trabalhar e não fazer festa. Eu preciso ganhar. Se isso acontecer, aí vou estar relaxado e curtir aqueles momentos pós-jogo. Há tempos que não levamos 50 mil pessoas ao Morumbi. Espero que isso possa acontecer na quarta, não pela minha marca, mas pela importância da partida. A química que isso provoca não tem preço. Você pode usar mil palavras que nunca vai conseguir motivar igual a ver o Morumbi lotado.

A preleção do jogo de quarta será diferente?Nunca preparo. Sinto o momento, as palavras surgem a cada programa que assisto, documentário que vejo, livro que leio. Procuro pegar coisas de grandes ídolos, caras como Jordan, Senna, frases ou momentos de superação de tanta gente boa. Daí que você vai encontrando coisas boas para falar em determinadas situações. No dia a dia, tento mostrar isso aos mais jovens para eles entenderem o que é o São Paulo.

Tem alguma lição que você guarda até hoje?Quando cheguei ao São Paulo, morava no alojamento que ficava no portão 4. E o lanche da noite era no portão 1. Para quem não tem ideia, tinha de atravessar meio estádio no escuro total. Na época, até brincavam dizendo que alguns operários haviam morrido e que os espíritos moravam lá. Quando chegava no lanche, tinha café com leite, que eu não tomava, e pão murcho com margarina. Não fui só eu que vivi, era a situação na época. Ou comia aquilo ou ficava com fome. Aí vim para o CT e, após o primeiro teste, disseram que eu podia jantar. Tinha filé mignon, era bom demais.  Estava acostumado a treinar em campo de terra e via no CT o Telê catando as pragas do gramado. Quando concentrei pela primeira vez, meu quarto tinha ar condicionado. Falei: daqui não saio mais, não vou voltar para trás. Por ter passado essas dificuldades no início talvez eu dê tanto valor a isso até hoje. No mundo atual, é tudo diferente, tem o CT de Cotia. Os mais jovens não vão entender essas dificuldades. Acho bom até porque o mundo mudou. Mas também seria bom que eles dessem valor ao que eu e muitos demos na época.

mundial interclubes  são paulo rogério ceni (Foto: Reuters) 
Ceni elege a decisão do mundial de 2005 como um dos melhores jogos da sua carreira (Foto: Reuters)
 
Nesses 999 jogos, você consegue eleger o mais especial? Ou os mais especiais?Existem aqueles jogos que não levaram a nada, no meio de campeonatos. E existem aqueles que ficam guardados para sempre. A final do Mundial de 2005 é especial para o torcedor por ver seu time campeão mundial após tanto tempo. Me lembro do  jogo contra o Cruzeiro em 2006, quando defendi um pênalti e fiz dois gols - arrancamos dali para o título. Em 2008, teve o jogo do tricampeonato brasileiro contra o Goiás, na cidade do Gama. Naquele campeonato, tiramos 11 pontos de desvantagem para o Grêmio. A final da Copa Conmebol contra o Peñarol em 1994 foi minha primeira conquista. Teve o gol na final do Paulista contra o Santos (em 2000). Você vai pensando e buscando coisas importantes.

E as maiores frustrações?São mais fáceis de citar porque foram poucas. A primeira foi a perda da Libertadores de 1994, quando estava no banco. Fomos prejudicados no tempo normal por causa de um pênalti não marcado e demos azar do Palhinha, que foi tão importante nos anos anteriores, desperdiçar sua cobrança. Teve a final da Copa do Brasil de 2000, quando perdemos um título ganho aos 45 minutos do segundo tempo. E a derrota na final da Libertadores de 2006. Perdemos no Morumbi porque o Josué foi expulso injustamente e o Mineiro se machucou. No Beira-Rio, não tivemos força para buscar o empate. Politicamente, o Inter também foi mais competente que nós. Lembro que não pudemos usar o Ricardo Oliveira (o atacante pertencia ao Betis-ESP, que havia comprado Jorge Wagner do Inter. O meia se apresentaria após a Libertadores. O Colorado só aceitou negociar se os espanhóis não renovassem o empréstimo do Ricardo Oliveira, que não pode participar da decisão)

"Até hoje, quando perco um jogo, fico com vergonha, não saio na rua"
Rogério Ceni
 
O que você pensa para o futuro?O futuro é o meu próximo jogo, minha próxima chance de vitória. Digo que cheguei no meu máximo, que é jogar no São Paulo e ser campeão. É o máximo que sinto de prazer de jogar futebol. Por isso, digo que cada jogo é um desafio. Pode parecer que não, mas quando perco um jogo fico com vergonha, não saio na rua. Fico constrangido, chateado.

Por isso que você pulou a placa de publicidade e evitou a imprensa após a derrota para o Fluminense, na última semana?Aprendi uma coisa no futebol. Quando você está de cabeça quente, é melhor ficar quieto. Se falar besteira, não tem volta. É um direito meu não falar. Mas não foi por falta de respeito, foi para não falar algo que certamente me arrependeria e que, com toda justiça, seria bem explorado por vocês. Estava muito p..., jogamos mal, fomos horríveis contra o Fluminense. Tivemos 20 minutos nos quais faltou vergonha. Depois corremos atrás e não conseguimos recuperar. E foram justamente esses pontos que hoje poderiam nos colocar na ponta.

Você pensa no seu futuro após dezembro de 2012? Acha que dá para continuar?Tenho contrato e vou procurar jogar em alto nível até lá. Daqui um ano, entre setembro e outubro do ano que vem, vou fazer uma avaliação para saber se posso continuar ou não. Certamente, os títulos serão fundamentais para a continuidade. Temos de ganhar algo, tenho de me sustentar em conquistar, em vencer novos campeonatos para que sirva de uma automotivação e continue fazendo o que fiz de profissão.

Rogério Ceni no treino do São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM) 
Ceni diz que vai continuar enquanto tiver prazer de treinar e defender o São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)
 
Pelé (1.114 jogos pelo Santos) e Roberto Dinamite (1.065 pelo Vasco) estão à sua frente. É possível alcançá-los?Se jogar até o fim do ano que vem sem lesões, dará para chegar naturalmente no Roberto. Jogo, em média, 65 a 70 partidas por ano. No Pelé é impossível. Mas não é isso que me fará jogar mais ou não. Vou continuar enquanto tiver o desejo dentro de mim. Quando começar a perceber que o caminho do CT é muito longe, é porque é hora de parar.

Você se vê em outra função que não seja a de presidente do São Paulo?Gostaria de um dia, o que não vai acontecer, que o São Paulo fosse meu. Aí faria tudo de acordo com as minhas convicções. Como o time não tem dono, teria de exercer outra função, com ideias de outras pessoas. E serei questionado mesmo não implantando as minhas ideias. Por isso, tenho dúvida se teria outro cargo no São Paulo que não fosse o de comando máximo, de decisão. Não ficaria triste se não continuasse depois, porque vou sair com a sensação do dever cumprido. Se chegar esse momento, terei a função mais nobre de um são-paulino, que é torcer.

"Quando eu parar, o São Paulo vai continuar grande. Isso aconteceu no passado com outros grandes craques"
Rogério Ceni
 
Muita gente brinca perguntando se existe futuro no São Paulo sem o Rogério Ceni.O São Paulo vai continuar grande. Isso já aconteceu no passado com grandes craques. Quando o Raí parou, todo mundo tinha essa dúvida e acho que pude contribuir um pouco. Assim como antes do Raí teve o Careca, que teve o Pedro Rocha antes, que teve o Dias, que teve o Poy. Não me acho melhor do que ninguém. Só acho que sempre fiz e faço o melhor para o São Paulo.

O título da Libertadores de 2012 seria um grande final para você?É que o tenho na cabeça. É a minha realidade, é o que mentalizo todos os dias. Primeiro temos de garantir a vaga. Depois, a diretoria precisará montar um time ainda mais forte. Para mim, a conquista de mais uma Libertadores seria como fechar com chave de ouro. Todo mundo quer parar por cima. Todo mundo quer fazer como fez o Fernando Meligeni (tenista), que teve aquela vitória sobre o Marcelo Ríos (Chile) no Pan-Americano.


Se o futuro for longe da bola, você já tem alguma ideia?
Quem sabe eu possa morar fora do país por um tempo, conhecer novos países, novas culturas. Depois que parar com o futebol, quero jogar tênis, gosto muito. É claro que, de vez em quando, vou disputar uma pelada, mas na linha. Garanto que após meu último jogo como profissional do São Paulo, nunca mais vou vestir uma luva na vida.
Rogério Ceni 2005 (Foto: AFP) 
Ceni sonha fechar a carreira em 2012 levantando um novo caneco da Taça Libertadores  (Foto: AFP)

sábado, 3 de setembro de 2011

Veja: Os gols de Figueirense 1 x 2 São Paulo pelo Brasileirão 2011

Com 12 desfalques, São Paulo venceu o Figueirense por 2 a 1, neste sábado, fora de casa




Mesmo com 12 desfalques, o São Paulo mostrou grande superação e venceu o Figueirense por 2 a 1, na noite deste sábado, no Orlando Scarpelli. O meia Rivaldo, que entrou no intervalo de jogo e fez o gol do triunfo tricolor, elogiou o empenho de todos os jogadores.

"É uma vitória importante. Precisávamos disso. Sabíamos que seria um jogo difícil devido os desfalques. O nosso time provou que tem uma base boa. Tive a felicidade de entrar no segundo tempo e marcar o gol da vitória", disse o camisa 10.

Com o triunfo, o Tricolor encerrou a sequência de cinco partidas sem vencer no Campeonato Brasileiro. Além disso, a equipe dormirá na vice-liderança do Brasileiro com 38 pontos, dois a menos que o líder Corinthians, que ainda jogará neste domingo.

O goleiro Rogério Ceni também elogiou, e muito, o time:

"O time não depende de nomes, mas sim de atitudes. Valeu pela demonstração de vontade e luta dentro de campo. Quando todo mundo correr, independente da qualidade técnica, as coisas acontecem", completou o capitão, que fez a 999ª partida pelo clube.

Rivaldo vê 'preleção' de Ceni como chave da vitória mesmo com 12 desfalques

Principal personagem da vitória do São Paulo por 2 a 1 contra o Figueirense, o meia-atacante Rivaldo citou a ‘preleção’ do goleiro e capitão Rogério Ceni como fundamental para o triunfo mesmo com 12 desfalques.
“[Acreditava na vitória] Desde a concentração e depois com o que o Rogério passou para esses meninos antes do jogo. O Rogério falou muito bem sobre a importância de honrar essa camisa do São Paulo e foi isso que aconteceu. Todos honraram a camisa do São Paulo e conseguimos a vitória”, destacou Rivaldo.
O veterano jogador, campeão mundial pela seleção brasileira, usou da sua experiência para dizer que o São Paulo só será campeão se os jogadores de unirem cada vez mais em busca deste objetivo.
“Não teve reunião [antes do jogo]. Foi um falando com o outro mesmo. A gente necessita se unir, ter reunião sempre. A gente vai se unir mais ainda, se Deus quiser, para ser campeão”.
Rivaldo avalia que a vitória contra o Figueirense serviu para provar a força da base do São Paulo. "A gente sabia que era difícil [a vitória] porque muitos jogadores que eram considerados titulares não estavam aqui hoje, mas provou que o São Paulo tem uma base boa”.

Rivaldo entra, faz golaço e garante vitória tricolor em cima do Figueirense

Com o placar de 2 a 1 no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, time de Adilson Batista volta a comemorar um triunfo no Brasileiro após cinco jogos

Por Marcelo Prado Direto de Florianópolis, SC

Ele entrou em campo de cabeça baixa. Afinal, mesmo com 12 desfalques, Rivaldo começou a partida deste sábado, contra o Figueirense, no banco de reservas do São Paulo. Mas coube ao camisa 10 o papel de herói da partida. Ele entrou no intervalo e, na única chance que teve, esbanjou categoria, fez um golaço e garantiu a vitória por 2 a 1, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O resultado acabou com uma sequência de cinco jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro e recolocou o time de Adilson Batista na vice-liderança da competição.
O resultado comprova a fama de visitante indigesto do Tricolor na competição. Se dentro de casa o time vai mal, fora tudo funciona muito bem. Em 11 partidas como visitante, o time conquistou sete vitórias, dois empates e perdeu apenas duas vezes, o que dá um aproveitamento de 70% dos pontos disputados.
Com o triunfo neste sábado, o São Paulo foi aos 38 pontos, dois a menos que o líder Corinthians. Mas a equipe do Morumbi ainda pode ser ultrapassada por Vasco e Flamengo, que enfrentarão América-MG e Bahia, respectivamente. Já o Figueirense, que sofreu sua oitava derrota na competição, caiu para oitavo, com 28 pontos. Os dois times voltarão a campo no próximo meio de semana. Na quarta-feira, o Tricolor receberá a visita do Atlético-MG no estádio do Morumbi, na partida que marcará o milésimo gol do goleiro e capitão Rogério Ceni. Já o Figueirense terá de viajar até Goiânia para encarar o Atlético-GO.
São Paulo pouco ataca, mas sai de campo com vantagem no primeiro tempo
Os dois times entraram em campo com posturas táticas diferentes. No Figueirense, Jorginho escalou a equipe no 4-5-1, com dois volantes e três homens de criação e movimentação (Maicon, Wellington Nem e Elias), que tinham liberdade para encostar em Julio Cesar, que ficava mais à frente. No São Paulo, com 12 desfalques no total, Adilson Batista, precavido, voltou a utilizar a formação com três volantes (Rodrigo Caio, Casemiro e Carlinhos Paraíba), colocou Cícero como único meia e apostou no ataque formado por Henrique e Willian José, campeões na Seleção Brasileira sub-20.
Quando a bola rolou, o Figueirense começou tentando explorar o lado direito da defesa do São Paulo, que não tinha lateral. Ora era função foi ocupada por João Filipe, ora por Casemiro. Aos 11, o Figueirense desceu pelo setor e Juninho assustou em chute cruzado. Seis minutos depois, em falha de Casemiro, Julio Cesar acertou a trave de Rogério Ceni. Na sobra, Wellington Nem só não marcou porque chutou em cima de Rhodolfo, que estava em cima da linha. Aos 23, Maicon sentiu lesão e deixou o gramado para a entrada de Leandro Chaves. O time da casa perdeu força.
O São Paulo não tinha saída de jogo. Cícero, no meio, era anulado por Ygor. Não havia lances pela lateral-esquerda, onde Henrique Miranda mostrava timidez. A alternativa era fazer ligação direta da defesa para o ataque para usufruir da altura de Willian José (1,87m). Como isso também não deu certo, o time só foi dar seu primeiro chute aos 39, com Casemiro, que recebeu passe de Cícero e bateu errado, à direita da meta de Wilson. A essa altura da partida, o Figueirense também já havia diminuído seu ímpeto na partida.
Quando o jogo já se encaminhava para o final do primeiro tempo, o Tricolor achou um gol. Carlinhos Paraíba cobrou falta pela esquerda, a bola raspou em Cícero, que estava em posição duvidosa, bateu no joelho de João Paulo Goiano e entrou para o fundo das redes: 1 a 0 e alívio na saída para o intervalo.
Rivaldo entra e marca um golaço
Os dois times voltaram com alterações. No Figueirense, Jorginho sacou Leandro Chaves, que havia entrado no primeiro tempo no lugar de Maicon, machucado, deixou o campo para a entrada do grandalhão Somália. No São Paulo, Adilson sacou o apagadíssimo Henrique para colocar Rivaldo em campo. No primeiro ataque, o time da casa chegou ao empate com o zagueiro João Paulo, após sobra na área de uma cobrança de escanteio.
Mesmo com a igualdade, o time do Morumbi melhorou em campo. Com Rivaldo no meio, o time passou a segurar a bola no meio-campo e permitiu a movimentação de Casemiro e a aproximação de Rodrigo Caio, que se soltou um pouco mais. Aos 15, após troca de passes, Casemiro deu passe primoroso para Rivaldo que, como um centroavante, ficou cara a cara com Wilson e, com muita categoria, deu uma cavadinha e fez um golaço: 2 a 1.
O jogo ganhou em emoção. O Figueirense foi para o ataque em busca do empate e passou a deixar espaços para o São Paulo contra-atacar. Aos 23, Rogério Ceni fez grande defesa em cabeçada de Somália. A partir dos 30, o time da casa voltou a subir de produção. Adilson Batista então, trancou o time, com a entrada de mais um zagueiro (Luiz Eduardo) na vaga do lateral Henrique Miranda. Apesar da pressão catarinense, o time do Morumbi conseguiu segurar a importante vitória, que afasta o princípio de crise que ameaçava se instalar.