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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

São Paulo acerta salário com Breno, mas depende de aval da Justiça alemã, diz jornal


Zagueiro está proibido de deixar a Alemanha durante investigação sobre incêndio

O São Paulo espera contar com o zagueiro Breno para a próxima temporada. O clube já definiu as bases salariais e até a aceitação do Bayern de Munique por empréstimo de um ano. NO entanto, o entrave para a vinda, de acordo com o jornal de Diário de S. Paulo é a Justiça da Alemanha, que proíbe o atleta de deixar o país.
Breno ficou 13 dias preso em outubro sob a acusação de ter provocado o incêndio na casa alugada em que morava. Ele deixou o presídio após o Bayern pagar fiança. Mesmo solto, o zagueiro continua sendo investigado.

Breno foi impedido pela Justiça de seguir com o elenco do Bayer para a pré-temporada no Qatar, que acontecerá no início de janeiro.

Essa restrição é encarada pelo São Paulo como único obstáculo para a vinda ao São Paulo, sustenta o auxiliar técnico Milton Cruz.

“Estamos na expectativa da Justiça. Se ele for liberado, vai jogar no São Paulo em 2012”, informou Milton Cruz ao jornal.

Revelado pelo São Paulo, Breno se transferiu para o Bayern em 2008. Apesar do longo período no clube alemão, o atleta jamais se firmou na zaga do time de Munique. Breno enfrentou problemas familiares e lesões. No ano passado o São Paulo tentou, sem sucesso, repatriar o defensor.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Valdés exalta ‘Ronnie’, elogia ataque do Peixe e diz admirar Taffarel e Rogério Ceni

Em entrevista exclusiva no hotel do Barça no Japão, goleiro analisa final com o Santos e comenta relação com os brasileiros no clube espanhol

Por SporTV.com Yokohama, Japão


Victor Valdés tem uma visão privilegiada: goleiro do Barcelona, o camisa 1 vê de camarote o melhor time do mundo em ação. Neste domingo, ele estará em campo no Estádio Internacional de Yokohama para enfrentar o Santos na final do Mundial de Clubes da Fifa, título que perdeu em 2006 para o Internacional no mesmo local. Em entrevista exclusiva ao SporTV no hotel do time espanhol no Japão, Valdés revelou sua admiração por Taffarel e Rogério Ceni, exaltou o futebol de Ronaldinho Gaúcho e afirmou que espera problemas no “um contra um” contra o ataque do Peixe (assista ao vídeo).
Atualmente, o goleiro é companheiro de Daniel Alves, Adriano e Maxwell, além de Thiago Alcântara, filho do ex-jogador Mazinho e que optou defender a seleção espanhola. Mas já conviveu com muitos outros brasileiros desde sua chegada às divisões de base do Barça em 1992. Para ele, o melhor de todos foi Ronaldinho Gaúcho, responsável por “mudar a história do clube”.
A relação de Valdés com o país pentacampeão não é só dentro do elenco. O goleiro costuma assistir aos jogos do Brasileirão pela televisão e recentemente assinou um contrato de patrocínio com uma marca esportiva brasileira. Na camisa usada na entrevista, Valdés exibia o nome do Brasil e a palavra “maestria”. Sinônimo, atualmente, de Barcelona.
Confira abaixo a entrevista completa do goleiro titular do Barça ao repórter Edgar Alencar em Yokohama:

Entrevista de Victor Valdés ao SporTV no hotel (Foto: Thiago Dias / Globoesporte.com) 
Entrevista de Victor Valdés ao SporTV no hotel (Foto: Thiago Dias / Globoesporte.com)
Você agora é patrocinado por uma marca brasileira. Você gosta do futebol brasileiro, acompanha o futebol brasileiro?
Victor Valdés:
Sim, temos a sorte de na Espanha poder seguir o Campeonato Brasileiro sempre. São muitos jogos, às vezes ao vivo e outros a repetição. É um futebol muito vistoso, com jogadores bons, que gostam de controlar a bola, dar espetáculo. Sempre tive muitos companheiros brasileiros, desde muito jovem. Como Thiago Motta, Ronnie (Ronaldinho Gaúcho), Giovani, Rockemback...

Qual o melhor deles?
Para mim, Ronnie. Ronaldinho foi um craque em tudo. Desde o momento que chegou ao Barça, mudou a história deste clube. Nós estávamos há cinco, seis, sete anos sem ganhar nada. Chegou Ronnie e ele ajudou, sendo líder daquela equipe, a conseguir outros títulos do Espanhol, Liga dos Campeões. Para mim, foi um companheiro espetacular.

Entre Ronaldinho e Messi, quem é o melhor para você?
Diferentes. Os dois são muito bons e tiveram papéis importantes no Barça como líderes de suas etapas, dos times. São jogadores diferentes. Ronnie tinha mais umas coisas boas, Leo tem outras. Para mim, são os dois melhores que eu vi.

Falando agora sobre o Mundial de Clubes, você já viu o Santos e Neymar jogarem?
Sim. Vimos alguns jogos. Entre hoje e amanhã veremos muitos mais. Nosso técnico sempre analisa bem os rivais para poder ver como poderemos parar seu ataque e tentar atacá-los melhor.

O que você espera deste ataque do Santos?
Temos que estar muito atentos. Com a bola, são muito bons no um contra a um é importante ficar atento nisso, no um contra um contra o goleiro.

Como goleiro, você tem uma visão privilegiada do melhor time do mundo. Como funciona isso, coordenar um time tão elogiado como esse?
Há jogos em que você fica um pouco entediado porque a bola não chega (risos), mas acredito que o goleiro do Barcelona tem um papel muito importante. Ele tem que estar muito atento para cobrir uma defesa que joga muito adiantada. Não é fácil, tem que estar concentrado os 90 minutos. Às vezes a bola só chega aos 42 do segundo tempo e você tem que defendê-la. É um papel difícil, mas sempre assumo com responsabilidade e gosto.

Entrevista de Victor Valdés ao SporTV no hotel (Foto: Thiago Dias / Globoesporte.com) 
Entrevista de Victor Valdés ao SporTV no hotel (Foto: Thiago Dias / Globoesporte.com)
Você teve que evoluir o seu jogo com os pés? Pois o Barcelona toca muito a bola e ela volta para você algumas vezes.
Sim, treino muito. Nosso técnico quer que o goleiro jogue bem com os pés. Como você disse, o goleiro participa muito do jogo da equipe. É importante também que o goleiro transmita segurança aos companheiros com os pés.

Você esteve na final de 2006, quando o Barcelona perdeu para o Inter. Em 1992, também perdeu para um time brasileiro, o São Paulo. Acontece alguma coisa com o Barça quando pega time brasileiro no Japão?
(Risos) Eu espero que acabe essa série de derrotas para equipes brasileiras. Vai ser uma final muito disputada, muito difícil, pois eles também têm muita vontade de ganhar esse campeonato. É um time muito bom, não é só Neymar, há mais jogadores importantes. Como time, o Santos também joga muito bem. Temos que tentar ganhar e romper essa série de resultados ruins.

O Barcelona normalmente tem muita posse de bola, 70%, 80%. Você imagina que na final contra o Santos isso vá acontecer também?
É o que tentaremos, como sempre. É um dos segredos do time, tentar ter a bola no nosso poder e se não for assim tentaremos roubá-la o mais rápido possível do Santos.

Você já é o goleiro do melhor time do planeta, esteve na Copa do Mundo. Quando pode chegar seu momento também na seleção espanhola?
Não sei. Primeiro, tem que agradecer muito ao Vicente del Bosque por ter me levado para o Mundial, quando ninguém apostava na minha carreira para ir à seleção. Somos três goleiros, há muitos que não têm chances, pois temos bons goleiros na Espanha. O segredo é seguir trabalhando, para um dia quem saber ter a oportunidade. Mas não é uma coisa que me toma muito o pensamento, sigo trabalhando todo dia e estou contente de ir à seleção, jogando ou não.

E goleiros brasileiros, há algum que você acompanha o trabalho, que você admire?
Bom, Taffarel sempre foi uma referência para todos os goleiros. Em nível internacional sempre foi um goleiro que refletia valores muito positivos para todos nós quando éramos jovens. Rogério Ceni também é uma referência, por tudo que fez em sua carreira e por essa coisa tão diferente que é marcar gols. Fico com esses dois, mas acho que há muitos outros goleiros brasileiros que demonstraram ser bons.

Chegou a ter chance de conversar com David Villa após a fratura?Tivemos pouco tempo, não pude vê-lo, pois já havia viajado para Barcelona. Pelo telefone, mandei mensagens de ânimo, que se recupere logo. Foi uma lesão negativa para ele e para o time. Esperamos que se recupere rápido.

Botafogo fecha com Andrezinho e vende Cortês para o São Paulo

Meia deixa o Inter para assinar por três anos com o clube carioca. Melhor lateral-esquerdo do Brasileiro emplaca terceira transferência em um ano

Cortês segue novos rumos depois de uma ascensão
meteórica em sua carreira (Foto: Reprodução)

Apesar da negativa da diretoria, Botafogo definiu neste sábado o destino de dois jogadores. Andrezinho finalmente foi liberado pelo Internacional e já é jogador do clube, assinando contrato de três anos. Por outro lado, o lateral-esquerdo Cortês está de saída e vai defender o São Paulo na próxima temporada, em mais uma transferência em sua carreira, a terceira em apenas um ano. O clube paulista comprou parte de seus direitos econômicos e não cederá jogadores em troca.

A novela Andrezinho foi longa. Desde o meio do ano, o Botafogo corre  atrás para tentar contratá-lo. Na época, a dificuldade para contar com ele foi grande e o clube acabou conseguindo se reforçar com Elkeson e Felipe Menezes. Desta vez, com a insatisfação do jogador com o Internacional ajudou a facilitar a liberação.
A negociação envolvendo Cortês foi relâmpago. Em poucos dias, o São Paulo viabilizou a compra do jogador. O principal interessado, inicialmente, era o Napoli, da Itália, mas a demora na chegada de uma proposta oficial mudou o rumo do melhor lateral-esquerdo do Campeonato Brasileiro, que terá Juan como rival na briga pela posição.

A expectativa é de que as negociações só sejam confirmadas pela diretoria depois da sessão do Conselho Deliberativo do Botafogo de segunda-feira, quando será eleito o presidente da entidade. Maurício Assumpção está preocupado com o pleito e tem concentrado suas forças para eleger seu candidato, José Luis Rolim.

Guardiola alerta para perigos do Santos e lembra São Paulo de 92

Técnico do Barça esteve em campo na final do primeiro Mundial vencido pelo Tricolor e diz que o Peixe tem semelhanças com a equipe de Raí e Telê

Por Adilson Barros Direto de Yokohama, Japão


Em 1992, quando o São Paulo conquistou o seu primeiro título mundial, Pep Guardiola defendia o Barcelona, adversário tricolor naquela decisão. Hoje, ele é treinador do Barça e tentará, enfim, derrubar um time brasileiro na decisão do título mundial. Para ele, o Santos, de Neymar, possui semelhanças com o São Paulo, de Raí. Por isso, tem pedido extremo cuidado com a equipe alvinegra.
- Pude ver alguns vídeos do Santos. Assisti ao jogo contra o Kashiwa (semifinal do Mundial, quarta passada, vencida pelo Peixe por 3 a 1) e também alguma coisa da Libertadores. É uma equipe que vem ganhando muitos títulos no Brasil e que me lembra um pouco o São Paulo de 1992, em termos físicos e técnicos. Uma equipe muito forte – afirmou o treinador, durante entrevista coletiva neste sábado, no hotel onde os catalães estão hospedados.
Apesar de ter sofrido com a derrota para o São Paulo, Guardiola não tem os brasileiros entalados. Garante que não sente nenhum sabor especial de poder enfrentar e defender um conterrâneo do time do Morumbi. Sua meta é vencer a competição para ter o prazer de dizer que é “campeão do mundo”.
- A frustração está superada desde 92. Já se passaram quase 20 anos. Se eu tivesse passado esse tempo todo frustrado, estaria morto. Foi uma pena. O São Paulo tinha grandes jogadores, foi melhor, mas passou. Não há nenhum tipo de sentimento de rancor ou vingança. Apenas a vontade de entrar em campo e desfrutar.
Guardiola afirma que todo o favoritismo atribuído à sua equipe não garante o título. Mais uma vez, ele cita o São Paulo de Telê Santana.
- Nos últimos anos, somos favoritos em 99% dos jogos que disputamos e conviver com isso é o mais difícil. É algo que não nos assegura nada. Em 92, o Barcelona também era favorito e o São Paulo venceu.

Pep Guardiola no treino do Barcelona no Japão (Foto: AP) 
O técnico tem passado muitas orientações ao time na preparação para a final contra o Peixe  (Foto: AP)
Lição de casa


Logo após a vitória do Barcelona sobre o Al Sadd, do Qatar, pela semifinal do Mundial, Guardiola disse que não havia tido tempo de estudar o Santos. Neste sábado, ele mostrou que, agora, está muito bem informado. Disse que sua equipe precisará ter bastante cuidado. Citou Ganso, Borges e Neymar, mas também destacou as investidas de Danilo pela direita.
- Os três da frente são muito bons. A qualquer espaço, definem. Neymar é rápido. Ganso é brilhante. O Borges, sempre muito perigoso próximo da área. O Danilo é forte descendo pela direita e entrando pela diagonal. É um adversário bastante qualificado.
Por outro lado, o comandante azul-grená garantiu que não haverá marcação individual sobre nenhum santista. Nem em Neymar.
- Não creio que faremos isso. Vamos jogar à nossa maneira, ficando com a bola e evitando que ele participe. Nossa ideia é dominar o jogo e evitar que tenham chances. Não vamos dar atenção só a Neymar, pois o Santos tem outros jogadores de qualidade.

Santos e Barcelona decidem o título do Mundial de Clubes neste domingo, às 8h30m (horário de Brasília), no Estádio Internacional de Yokohama. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real. TV Globo e SporTV transmitem ao vivo para todo o Brasil.

São Paulo heptacampeão brasileiro?




Esta capa, divulgada ano passado, serve para ilustrar que papel aceita qualquer coisa, e que a decisão de unificação dos campeonatos nacionais se trata, única e exclusivamente, de politicagem. O tal "dossiê" que teoricamente pautou essa unificação não se baseia em documentos oficiais ~ a desculpa é que foram perdidos ~ mas sim em jornais e outras fontes secundárias.

Jornais qualquer um tem, como demonstro. E mais, podem ser interpretados de n formas diferentes. Poderíamos, em uma cruzada insana, apregoar que fomos campeões brasileiros. Mas não fomos. (Leia e explicação aqui).

Documentos oficias, como esse boletim da CBD de 1975, ou esse boletim da CBD de 1971 (que citam documentos anteriores) não são levados em conta. Tudo isso mostra claramente que tratam a história não com o devido respeito esportivo e acadêmico, mas como mera ferramenta política.

Confira nesses links, abaixo, boletins da CBD na íntegra sobre a história do Campeonato Nacional, e conclua que Taça Brasil nunca foi considerada CAMPEONATO nacional. E que os torneios Roberto Gomes Pedroza, a partir de 1968 - quando passou a ser organizado pela CBD - são os únicos que poderiam, em tese, ser realmente tratados como campeonatos nacionais, apesar de sua origem na expansão do Torneio Rio-São Paulo. E que, por diversas vezes, é confirmada a criação do autêntico Campeonato Nacional, em 1971.

São Paulo acerta com trio e quer outros três reforços até terça-feira

Maicon, Fabrício e Edson Silva estiveram no CT da Barra Funda, fizeram exames médicos e, após reuniões, assinaram seus contratos com o Tricolor


  • Na próxima terça-feira, o São Paulo vai anunciar de maneira oficial quem serão os parceiros das construções do hotel, da arena multiuso e da cobertura do estádio do Morumbi. Porém, o evento não servirá apenas para isso. A diretoria tricolor corre contra o tempo para anunciar até seis reforços para a temporada 2012. Os três primeiros foram sacramentados na tarde desta sexta-feira, em reuniões que ocorreram no CT da Barra Funda.



    O volante Fabrício, o zagueiro Edson Silva e o meia Maicon fizeram exames médicos e já assinaram contratos. O primeiro por três anos e os outros dois, por quatro temporadas. Porém, a ordem dada aos respectivos empresários (Reinaldo Pitta, Eduardo Uram e Alex Fabiano) é a mesma: somente o clube pode confirmar a contratação. E o Tricolor, por sua vez, adotou a tática do sumiço. Nem o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, e nem o diretor, Adalberto Baptista, estão atendendo os celulares.

    - A ideia da diretoria é apresentar seis reforços. Ninguém vai falar nada até lá - afirmou uma fonte, em conversa com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM.

    O quarto da lista, e que está com a situação bem encaminhada, é o zagueiro Paulo Miranda, que disputou o último Campeonato Brasileiro pelo Bahia. Haverá uma reunião entre João Paulo de Jesus Lopes e o empresário do jogador, Bruno Balsinelli, para acertar a última cláusula que está pendente. Como o atleta será emprestado de graça ao São Paulo, Balsinelli, que representa a empresa BWA, dona dos direitos do jogador, quer a possibilidade de que ele rescinda o contrato a qualquer momento mediante o pagamento de uma compensação. Já o Tricolor paulista quer que seja estipulado em contrato um tempo mínimo de permanência.
    O quinto nome que interessa ao clube do Morumbi é o baixinho Osvaldo, que se destacou no Ceará no último nacional. No entanto, assim como com Montillo, o clube enfrenta uma verdadeiro leilão, já que outros clubes também querem o atleta que tem os direitos econômicos presos ao Al-Nasr, dos Emirados Árabes.

    Corinthians, Palmeiras e Cruzeiro também procuraram o empresário do atleta, Gilmar Veloz, para discutir o assunto. O sexto nome é de um lateral-direito, cujo nome está sendo mantido em sigilo. O alvo era Bruno, do Figueirense. No entanto, quando os dirigentes foram atrás, ele já havia acertado tudo com o Fluminens

  • quinta-feira, 10 de novembro de 2011

    Luis Fabiano e Nilmar, o ataque dos sonhos do São Paulo. Será???

    Nilmar e Luis Fabiano: o ataque dos sonhos do Tricolor para 2012

    O atacante do Villarreal da Espanha está na mira do tricolor. Reforço para o lugar de Dagoberto, que deixará o Morumbi em breve.
    Nilmar foi companheiro de Luis Fabiano no elenco da seleção brasileira, na Copa da África do Sul.
    Se no time de Dunga, eles não formaram o ataque titular, no São Paulo, certamente, a dupla será possível.
    No ataque são-paulino em 2012, Luis Fabiano e Nilmar.
    O valor do negócio gira em torno de 7 milhões de euros. Os clubes já iniciaram as conversações.
    Nilmar começou a carreira no Inter de Porto Alegre. O talento lhe tendeu o apelido de Nilmaradona e logo despertou o interesse do exterior. A primeira experiência na Europa foi no Lyon, da França. Na volta ao futebol brasileiro, contratado por milhões pela MSI, ele defendeu o Corinthians, mas duas contusões graves no joelho atrapalharam as atuações. Nilmar retornou ao Beira-Rio, antes da segunda passagem pela Europa, para atuar no Villarreal.

    Leandro Quesada

    terça-feira, 8 de novembro de 2011

    Médico diz que Rogério Ceni deve voltar até quinta; Casemiro corre no campo

    Renan Prates




    • Goleiro Rogério Ceni ainda não tem a presença na partida contra o Avaí confirmada pelos médicos Goleiro Rogério Ceni ainda não tem a presença na partida contra o Avaí confirmada pelos médicos
    Ausente nas últimas duas partidas do São Paulo devido a uma lesão no tornozelo, o goleiro Rogério Ceni deve voltar a treinar até quinta-feira, segundo confirmou o médico do clube, José Sanchez.
    A presença do capitão são-paulino na partida do próximo sábado contra o Avaí, porém, ainda não está confirmada, pois vai depender da forma como Rogério reagir aos treinamentos da semana.
    O técnico Emerson Leão admitiu que sente a ausência de Ceni não só pelo aspecto técnico, mas também pela falta de uma liderança que o substitua no grupo, algo que ficou mais nítido na derrota para o Bahia no último sábado.
    “Gostaria de ouvir mais vozes, não só o Rogério. Faltou isso [sábado]. Na hora de pisar na bola, de gastar o tempo, de espanar a bola, isso faltou e isso fez parte da conversa [tida com o grupo antes do treino]”, falou Leão.
    A boa notícia do dia ficou para o volante Casemiro, que correu normalmente pelo gramado nesta terça-feira e aparentou estar recuperado de lesão. Mas Leão praticamente o descartou contra o Avaí. “Só se houver um milagre”.
    Já o atacante Dagoberto ficou apenas se tratando no Reffis devido a um desconforto na panturrilha, mas a expectativa é que ele participe normalmente do treino desta tarde.

    Sem Libertadores, São Paulo terá queda brusca na renda e mudança radical no elenco

    Renan Prates

     
    A derrota para o Bahia fez aumentar o temor nos bastidores do São Paulo de iniciar mais uma temporada sem a tão esperada vaga na Libertadores. Se o medo se concretizar, 2012 começará para o time tricolor com queda brusca na renda, assim como aconteceu neste ano. A diferença é que o elenco terá mudanças radicais.

    FALHAS DA DEFESA COMPROMETEM

    • Rafael Andrade/Folhapress
      O técnico Emerson Leão passou a semana inteira tentando corrigir os erros de finalização do São Paulo, com direito a treinos específicos com alguns atletas e ‘punição’ para quem errasse os arremates. A julgar pelos três gols feitos contra o Bahia, o problema foi corrigido, mas a defesa sofreu quatro no mesmo jogo e passou a ser motivo de alerta para as próximas partidas.
    O presidente Juvenal Juvêncio já declarou publicamente antes da partida contra o Libertad pela Sul-Americana (que marcou a reestreia do técnico Emerson Leão no comando do time), que se não houvesse uma melhora no rendimento do São Paulo, ele trocaria boa parte do elenco para 2012.
    “Se esse time não for para frente com um novo técnico, no final do ano chegamos à conclusão de que não é técnico, é time. E teremos que modificá-lo”, falou Juvenal mês passado no Paraguai.
    As declarações fortes do presidente do São Paulo mexeram com o elenco. O zagueiro João Filipe admitiu que os jogadores ficaram com medo de não continuar no clube no ano que vem. Mas o vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes manteve o tom da fala do seu chefe e admitiu que muitos atletas devem mesmo sair em caso de um insucesso neste Brasileirão.  
    “O que o presidente Juvenal falou é verdadeiro. As peças que não corresponderem serão substituídas... estamos num aperfeiçoamento permanente da equipe. Óbvio que os jogadores que não se adaptarem a nossa equipe vencedora serão substituídos”, declarou o dirigente para o UOL Esporte.
    Uma eventual ausência do tricampeão da Libertadores na competição em 2012 também mexeria (e muito) no bolso do São Paulo. A reportagem tentou entrar em contato com os responsáveis pelo marketing do clube, Julio Casares e Rogê David, mas não obteve sucesso.

    Ao Blog do Quesada, porém, Casares admitiu que a ausência da Libertadores geraria um forte impacto nas receitas do time. O vice-presidente de comunicação e marketing do clube até se arriscou a fazer uma projeção do valor perdido: R$ 20 milhões por ano.
    “Tivemos de 10 a 15% de queda na receita total do futebol ou cerca de 20 milhões de reais por ano, desde 2009 [período em que começou a fase sem títulos]″, explicou Casares, que fez a estimativa baseado em "bilheterias, produtos do clube, prêmios da competição e direitos de TV".

    Sem títulos e Libertadores, São Paulo perde 20 milhões por ano

    Leandro Quesada

    Os últimos três anos sem a conquista de títulos e dois sem a participação na Copa Libertadores (contando o risco de não ter a vaga em 2012) deram um prejuízo ao São Paulo, de cerca de 20 milhões de reais, por ano.
    A revelação foi feita por Julio Casares, vice de marketing do clube, em entrevista ao Esporte em Debate, programa que eu apresento na rádio Bandeirantes: “Tivemos de 10 a 15 % de queda na receita total do futebol ou cerca de 20 milhões de reais por ano, desde 2009″.
    A estimativa é referente aos valores provenientes de “bilheterias, produtos do clube, prêmios da competição e direitos de TV”, explicou Casares.
    “Os shows musicais compensaram um pouco estas perdas. Um milhão e duzentos mil reais são arrecadados por espetáculo no Morumbi. Foram doze nesta temporada”.
    O mini palco para shows até 25 mil pessoas que será construído no estádio do Morumbi “também dará uma enorme fonte de renda” para o São Paulo, promete o dirigente.

    Tabela da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2012 é divulgada

    Confira as estreias dos clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro na categoria profissional

    Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
     
    Depois de anunciar os grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2012 no último dia 21, a Federação Paulista de Futebol (FPF), nesta terça-feira, divulgou a tabela completa da competição (clique aqui e confira).

    A Copinha será disputada entre os dias 3 e 25 de janeiro do ano que vem. O Flamengo, que derrotou o Bahia na decisão da edição 2011, é o atual campeão.

    Confira as estreias dos clubes que disputam a Série A na categoria profissional:




    Paulistas

    No primeiro dia de competição (3), o Palmeiras enfrenta o Linhares, pelo Grupo E, às 19h. O Corinthians, recordista de títulos da competição (heptacampeão), debuta um dia depois, contra o Santos da Paraíba, às 16h, pelo Grupo M. Na mesma data, mas às 21h, o São Paulo enfrenta o Palmas (TO), pelo Grupo U. O Peixe começa sua caminhada no dia 5, contra o Vitória de Santo Antão-PE, às 19h, pelo Grupo Q.


    Cariocas

    Atual detentor do título, o Flamengo estreia no dia 3, contra o Aquidauanense-MS, às 21h, pelo Grupo I. Um dia depois, o Botafogo enfrenta o Americano (MA), às 19h. Maior vencedor da competição dentre os cariocas, o pentacampeão Fluminense, no Grupo C, faz seu primeiro jogo no dia 5, enfrentando o Ji Paraná (RO), às 21h. Na mesma data, pelo Grupo O, o Vasco encara o Colo Colo-BA, às 16h.


    Gaúchos

    O Internacional faz seu primeiro jogo no dia 3, às 14h, contra o Confiança-SE, pelo Grupo G. O Grêmio inicia sua trajetória contra o Oratório-AC, um dia depois, às 16h, pelo Grupo S.


    Mineiros

    O Cruzeiro estreia no dia 3, às 16h, contra o ABC-RN, pelo Grupo A. Um dia depois, também às 16h, o Atlético-MG encara o CRB-AL, pelo Grupo R.


    Duelo de Série A


    No dia 5 de janeiro, pelo Grupo K, América-MG e Avaí-SC, enfrentam-se às 16h, estreando na competição.


    Paranaenses


    Pelo Grupo B, o Atlético-PR inicia sua caminhada no dia 4, às 16h, enfrentando o Sinop. No mesmo horário, pelo Grupo V, o Coritiba encara o CSA-AL.


    Nordestinos na Série A


    No dia 4, o Ceará debuta contra o Cruzeiro-DF, pelo Grupo P. O Bahia entra em campo um dia depois, às 14h, contra o Caxias-RS, pelo Grupo T.


    Figueirense


    Pelo Grupo X, o Figueira estreia no dia 4, às 16h, contra o Nacional (AM).


    Atlético-GO


    O Dragão não participa da competição. Os representantes goianos são Goiás, Vila Nova e Goiânia.

    Rodrigo Caio sofre lesão no joelho e é desfalque por até três semanas

    Em compensação, o volante Casemiro e o zagueiro Bruno Uvini devem ser liberados pelos fisioterapeutas para treinos físicos até o final desta semana

    Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
     
    A lesão sofrida por Rodrigo Caio na partida contra o Bahia, em Pituaçu, o deixará fora de combate por cerca de vinte dias. O camisa 18 sofreu uma contusão de ligamento colateral no joelho esquerdo e ficará em tratamento no Reffis neste período.

    Foram apenas 15 minutos em campo, no segundo tempo, até ser substituído pelo também volante Denilson. Promovido este ano para a equipe profissional, Rodrigo Caio não vem conseguindo ter uma sequência de jogos. Foram apenas oito partidas na atual temporada, quatro delas como titular.

    Rodrigo Caio do São Paulo (Foto: Rubens Chiri / Site Oficial do São Paulo) 
    Rodrigo Caio entrou no segundo tempo e foi substituído (Foto: Rubens Chiri / Site Oficial do São Paulo)
     
    Se o São Paulo ganha um desfalque para a partida do próximo sábado, contra o Avaí, no Morumbi, a equipe pelo menos tem duas boas notícias. O volante Casemiro e o o zagueiro Bruno Uvini estão próximos de retornar ao time e devem ser liberados para treinos físicos até o final desta semana. A dupla, no entanto, não tem condição de jogo para enfrentar os catarinenses.

    sábado, 29 de outubro de 2011

    Talentos de Importación: Rodrigo Caio, el Sergio Busquets del Morumbí

    Históricamente el Sao Paulo ha sido una fábrica de talentos con etiqueta de exportación. En esta oportunidad les presentamos a Caio, promesa del mediocampo tricolor.

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    Rodrigo Caio
    Sitio Oficial Sao Paulo


    TODOS LOS TALENTOS DE IMPORTACIÓN

    São Paulo
    Rodrigo Caio

    Por Jhonkarlos Guiñan.-

    FICHA DE RODRIGO CAIO
    http://u.goal.com/144900/144908hp2.jpg
    Edad
    Peso
    Altura
    18
    70 kg
    1.82
    De más está decir que Brasil es una auténtica fábrica de talentos. Cuna de cracks, hogar de leyendas que viven del recuerdo y quieren volver a sentirse futbolistas, y por supuesto, un lugar en donde algunos jugadores dejan sus últimos destellos antes de dar el salto al fútbol europeo.

    En esta oportunidad entrará otro brasileño que pinta para crack a nuestra sala de futuras promesas, la cual lleva el nombre de Talentos de Exportación. Hoy hablaremos de lo que ha sido la corta, pero al mismo tiempo interesante carrera futbolística de Rodrigo Caio.

    El "Sergio Busquets del Morumbí", como lo titulamos en esta ocasión, es un chico de tan solo 18 años de edad que creció siendo hincha del San Pablo. Desde pequeño le encantaba jugar al fútbol y su talento lo llevó a las categorías inferiores del Tricolor.
    En las inferiores del club, Rodrigo Caio empezó a demostrar que su talento lo llevaría directamente al fútbol profesional. Conquistó el Campeonato Paulista Sub-15 en el año 2007 y posteriormente la Copa Nike y la Copa Brasil-Japón. En ese entonces tan sólo tenía 14 años y por eso le quedaba otro año en la categoría. Año que por cierto aprovechó muy bien, ya que volvió a coronarse campeón en el Campeonato Paulista y posteriormente en la Copa Londrina.

    Su talento maravilló a los directivos del San Pablo y desde ese entonces no se cansó de recibir elogios. Un mediocentro de esas cualidades no se ve todos los días y lo más impresionante es la personalidad y la madurez que este chico demostró desde sus inicios. Lejos de aquella rebeldía que suelen tener los jugadores a esa edad, Rodrigo Caio defendió con muchísima responsabilidad el centro del campo de las inferiores del San Pablo.

    RODRIGO CAIO DEBUTÓ ANTE EL CORINTHIANS
    http://u.goal.com/144900/144906hp2.jpg





     Al ser uno de los referentes en las categorías inferiores del club, el cuerpo técnico del primer equipo no dudó en incluirlo dentro del plantel profesional. En Brasil diversos medios y aficionados se atreven a compararlo con Sergio Busquets, el mediocentro del FC Barcelona que llegó al primer equipo con la llegada de Pep Guardiola y desde entonces ha sido un jugador indiscutible dentro del once titular del mejor equipo del mundo. Muchos consideran que Rodrigo Caio tiene un futuro muy parecido al del catalán.

    RODRIGO CAIO
    http://u.goal.com/144900/144905hp2.jpg
     FRASES SOBRE SU FUTURO

    Chelsea

    "Todo jugador sueña con ir a Europa y en mi caso no es diferente, ya que me gustaría triunfar en el Chelsea."
     SU AMOR POR EL SAN PABLO

    São Paulo

    "Es un sueño estar en el San Pablo. Nací aquí y cuando era un niño lloraba cuando perdíamos. No puedo creer que ahora esté aquí."
     Rodrigo Caio hizo su debut el 26 de junio de este año, cuando su equipo se midió ante el Corinthians. El resultado no fue el más esperado ni mucho menos, ya que el Corinthians logró imponerse por el escandaloso marcador de 5-0.

    Sin embargo, en aquel partido Rodrigo Caio demostró ser un jugador válido para Adilson Batista y desde entonces se ha convertido en uno de los más habituales dentro del equipo de San Pablo.

    Y es que es tanto su parecido a Sergio Busquets, que al igual que el mediocentro del Barcelona, Rodrigo Caio puede jugar como zaguero. Así lo probó Adilson Batista el pasado mes de agosto en el partido ante Bahía, en donde San Pablo se logró imponer por 3-0.

    En aquel compromiso, Rodrigo Caio sintió molestias en su rodilla y pese a ello, demostró su compromiso con el San Pablo al mantenerse en cancha y rendir a un extraordinario nivel y en una posición donde no había sido utilizado. Jugó de central al lado de Rhodolfo.

    "Yo soy un guerrero. En el entretiempo, un periodista me preguntó si quería continuar y le dije que sí. Yo le dije que era un guerrero y estoy muy feliz de ayudar a nuestro equipo en esta victoria maravillosa. Todo el grupo vino a felicitarme", manifestó el polivalente jugador del San Pablo.

    Ante tan buenas participaciones en un club tan importante en Sudamérica y con una edad que realmente llama la atención, no es de extrañar que varios clubes del viejo continente estén siguiendo muy de cerca las actuaciones del "Sergio Busquets del Morumbí". Rodrigo Caio ya está en la mira de varios grandes en el viejo continente y su tiempo en el San Pablo podría ser bastante corto.

    El Chelsea es uno de los equipos que maneja la posibilidad de incorporar a este joven talento canarinho a sus filas. El San Pablo de momento no tiene intenciones de venderlo y el jugador quiere continuar en el club que lo ha visto crecer desde las categorías inferiores y que ahora disfruta de su entrega y su calidad semana tras semana.

    Rodrigo Caio quiere permanecer un poco más de tiempo en el Tricolor. Desde chico soñó con vestir la camiseta del San Pablo. Le da igual llevar el 36 en la espalda cuando minutos es lo que realmente quiere ver. Chelsea está en la recamara y seguramente no tardará en llegar una buena oferta al club del Morumbí. ¿Cambiará el Morumbí por Stamford Bridge? Lo más seguro es que sí, pero habrá que esperar un poco más.

     

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    sábado, 15 de outubro de 2011

    Fifa pode tirar Copa do Brasil e entregá-la aos EUA

    postado por Cib2505

    Atrasos nos estádios e nos projetos de mobilidade urbana podem levar a entidade máxima do futebol a repetir o que ocorreu em 1986, quando o Mundial foi transferido da Colômbia para o México; americanos já estão de sobreaviso

    247 – No dia 26 de maio deste ano, o 247 foi a primeira publicação a alertar sobre o risco de que o Brasil pudesse perder a Copa do Mundo de 2014 para os Estados Unidos, em razão dos atrasos nas obras dos estádios e dos projetos de mobilidade urbana. Naquele momento, já estava claro, para quem acompanha os movimentos da Fifa, a entidade máxima do futebol mundial, que os Estados Unidos, organizadores da Copa de 1994, vencida pelo Brasil, já se articulavam para sediar também o evento de 2014. Neste fim de semana, diversas publicações alertam que o risco é real. Eis os motivos:

    • As obras de praticamente todos os estádios estão atrasadas. Em muitos casos, os problemas são superfaturamento e esquemas com empreiteiras.

    • Os projetos de mobilidade urbana não saíram do papel e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, já falou até em decretar “feriados” nos dias dos jogos – o que apenas evidenciaria a incapacidade do País em organizar um evento de porte mundial.

    • A Lei Geral da Copa, enviada ao Congresso Nacional no último dia 19 pela presidente Dilma, desagradou, e muito, a Fifa, que pretende ter o controle total sobre temas como credenciamento de jornalistas, vendas de ingressos, gratuidades (a Fifa é contra meia entrada para idosos, por exemplo) e proibição contra o marketing de emboscada – como a entidade tem acordos globais com cervejarias e outras marcas, pretende defender seus parceiros comerciais.

    • Além de tudo isso, é péssima a relação entre o governo Dilma e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, que sonha em assumir o comando da Fifa após o Mundial de 2014.

    Jerome Valcke já perdeu a confiança no ministro dos Esportes, Orlando Silva, e admite a interlocutores que pensa num plano B. Este plano B existe e foi publicado aqui no 247, em maio: USA.

    Leia a reportagem anterior do 247:

    Marcio Kroehn_247 – Já houve um precedente. Em 1986, a Copa do Mundo estava prevista para acontecer na Colômbia, foi cobiçada pelos Estados Unidos e terminou com o México. Agora, os atrasos na construção dos estádios, os escândalos da Fifa e a letargia nas obras de infraestrutura podem fazer com que a história se repita. E os Estados Unidos, que perderam os Jogos Olímpicos de 2016 para o Rio de Janeiro, já se articulam para tomar a Copa de 2014 do Brasil. Isso explicaria até a revelação do maior escândalo da história do futebol mundial, apontando a distribuição de propinas de mais de US$ 100 milhões pela Fifa e pela CBF (leia mais).

    Essa especulação já se tornou motivo de apostas no mercado financeiro. Os operadores da bolsa de valores iniciaram nos últimos dias uma espécie de bolão sobre o destino da Copa do Mundo de 2014. O objetivo é acertar qual país será o substituto do Brasil como anfitrião do torneio. Motivos não faltam: o Ministério Público começou a investigar o possível superfaturamento das obras do Maracanã, o principal estádio brasileiro para o torneio; São Paulo, a capital financeira do País, corre perigo de não receber os jogos pelos problemas no futuro estádio do Corinthians; a reforma completa e necessária dos aeroportos foi descartada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada); e Ricardo Teixeira perdeu a força e caiu em desgraça na Fifa depois que um dirigente inglês o acusou de pedir propina para votar na Inglaterra como sede de 2018.

    Todos são ingredientes pesados o suficiente para levar a Fifa a tomar uma atitude drástica, embora pouco usual. E agora os Estados Unidos aparecem, mais uma vez, como a saída possível. E, pelas condições, muito provável. Mais do que repetir a festa de 1994, os EUA querem reforçar o crescimento do futebol e substituir o Brasil. Nos últimos anos, a Major League Soccer (MLS) registrou crescimento de público e de receita. Os dirigentes da liga americana miram os principais torneios europeus como meta para daqui a alguns anos. Os investimentos em infraestrutura estão prontos e a carta de intenções está na mesa.

    Para o Brasil virar o jogo, o clima de atraso e, principalmente, de descaso precisa se dissipar. Os problemas dos estádios estão se acumulando. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou quatro prováveis elefantes brancos, ou seja, dinheiro que será gasto sem utilização futura. Natal, Cuiabá, Manaus e Brasília são as sedes criticadas pelo órgão público. A Capital Federal, aliás, protagonizou cenas bizarras há duas semanas. O estádio Mané Garrincha deveria ter sido implodido, mas as milhares de bananas de dinamite só conseguiram levantar poeira. As arquibancadas ficaram no mesmo lugar e novos estudos estão sendo preparados para colocar a estrutura no chão. Além delas, o Maracanã entrou na lista negra do Ministério Público por suspeitas de superfaturamento. As obras foram orçadas em R$ 600 milhões e já custam R$ 1 bilhão. O orçamento de Fortaleza, Curitiba e Recife também está em xeque. Para completar, prometido estádio do Corinthians, que precisa ser erguido na zona leste de São Paulo, ainda enfrenta discussões sobre a viabilidade do terreno.

    O histórico da África do Sul é um ponto a favor do Brasil. Um ano antes do Mundial de 2010, os principais estádios estavam inacabados. Na Copa das Confederações, que acontece um ano antes para checar a estrutura local, muita areia e cimento estavam espalhados pelo país africano. Parecia impossível ver a Copa do Mundo acontecer ali, mas no final deu tudo certo. É importante lembrar que a Fifa fechou os olhos para os atrasos pelas boas intenções sociais depositadas nos sul-africanos. Para o Brasil, perdões parecem improváveis. Ainda mais nesse momento que Ricardo Teixeira perde prestígio na Suíça. O dirigente brasileiro, que já havia brigado com o presidente Joseph Blatter pela cadeira da federação de futebol, está entre os acusados pelo ex-dirigente da federação inglesa, David Triesman, de pedir suborno para votar na Inglaterra como sede de 2018. Se precisar de apoio, Teixeira não terá. E de preferido mundial, o País pode sair como o vilão. Façam suas apostas.

    Hexa de 2008 vira combustível para São Paulo manter o sonho do título

    Nas últimas nove rodadas daquele ano, time conquistou sete vitórias e dois empates, ultrapassou o Grêmio e foi campeão. Agora, precisa repetir a dose

    Por Marcelo Prado São Paulo
     
    A situação do São Paulo não é das mais fáceis no Campeonato Brasileiro. Apesar de permanecer no grupo da Taça Libertadores da América, a equipe comandada por Adilson Batista não sabe o que é vencer uma partida há cinco jogos e tem em mente que, para levantar seu sétimo título nacional, precisará de uma arrancada nas nove rodadas finais que restam. Para dar novo ânimo ao grupo, que vem sendo constantemente criticado pela torcida, nada melhor do que se apegar ao passado recente de conquistas.

    são paulo campeão brasileiro 2008 (Foto: André Durão/Globoesporte.com) 
    São Paulo durante a comemoração do título brasileiro de 2008 (Foto: André Durão/Globoesporte.com)
    O último título de expressão conquistado pelos lados do Morumbi foi o Campeonato Brasileiro de 2008, quando o time teve uma grande arrancada no segundo turno. Para se ter uma ideia, quando começou a segunda fase da competição daquele ano, o Tricolor foi derrotado pelo Grêmio por 1 a 0 e viu o rival comandado por Celso Roth abrir 11 pontos de vantagem.
    Quando faltavam nove rodadas, mesma situação de agora, a vantagem rival era de quatro pontos. Foi então que o time alcançou resultados espetaculares. Em suas nove últimas apresentações, conquistou sete vitórias e dois empates. O último triunfo foi diante do Goiás, no dia 7 de dezembro, por 1 a 0, resultado que garantiu o caneco do time dirigido na época por Muricy Ramalho. Veja no quadro abaixo a arrancada que garantiu o título.

    DATA RIVAL LOCAL RESULTADO
    19/10/2008 Palmeiras Palestra Itália 2 x 2
    23/10/2008 Vitória Morumbi 2 x 1
    29/10/2008 Botafogo Engenhão 2 x 1
    02/11/2008 Internacional Morumbi 3 x 0
    08/11/2008 Portuguesa Canindé 3  x 2
    16/11/2008 Figueirense Morumbi 3 x 1
    23/11/2008 Vasco São Januário 2 x 1
    30/11/2008 Fluminense Morumbi 1 x 1
    07/11/2008 Goiás Gama 1 x 0         

    A situação agora é a mesma e o goleiro e capitão Rogério Ceni sabe que a equipe precisará repetir aquela campanha para voltar a sentir o gostinho de levantar a taça.
    - O empate foi uma grande perda de possibilidade. Agora a gente precisa ganhar tudo para ser campeão. Tem de ganhar o próximo, mas está difícil – afirmou o camisa 1 do time do Morumbi logo após o 0 a 0 diante do Internacional, na quarta-feira, em Barueri.
    O zagueiro Rhodolfo disse que, para o time voltar a sonhar, precisa encarar as rodadas que restam como “finais de campeonato”. A primeira será no domingo, diante do Atlético-GO, no estádio Serra Dourada, a partir das 18h.
    - Mesmo sem ganhar há cinco jogos, continuamos na parte de cima da tabela. Agora chega, temos de colocar na cabeça que serão nove finais de campeonato daqui para frente. Domingo não será fácil, o Atlético é um time muito difícil de ser batido na sua casa, mas não podemos vacilar novamente. Temos que sair de campo com a vitória de qualquer maneira – lembrou.

    De volta ao São Paulo, Lucas quer afinar a parceria com Luis Fabiano

    Jovem não vê a hora de voltar a jogar ao lado do atacante, que completará sua quarta partida e demonstra ansiedade para marcar logo um gol

    Por Marcelo Prado São Paulo
     
    O primeiro representa um passado não tão distante e que, se não foi coroado com títulos, foi recheado de gols. O outro significa o futuro, já que é a última grande cria revelada no CT Laudo Natel, em Cotia. Luis Fabiano foi contratado no dia 11 de março, veio machucado e, desde o dia em que iniciou tratamento no CT da Barra Funda, ganhou a amizade de Lucas. Durante todo o tempo em que o Fabuloso ficou parado, a joia sempre passava no Reffis para dar um abraço e transmitir força. O camisa 9 retornou aos gramados após quase sete meses e, por causa da Seleção Brasileira, só teve a companhia de Lucas na derrota por 2 a 1 para o Flamengo.

    Luis Fabiano Lucas São Paulo (Foto: Site oficial do São Paulo) 
    Dupla estará em ação na partida de domingo, contra o Atlético-GO (Foto: Site oficial do São Paulo)
     
    O camisa 7 está de volta e a dupla começará a afinar a parceria neste domingo, na partida contra o Atlético-GO, no estádio Serra Dourada, pela 11ª rodada do returno do Campeonato Brasileiro.
    - Agora finalmente vamos ter uma sequência. Ele está voltando, e a minha expectativa é muito grande. Ele é um ídolo do São Paulo, um cara que está evoluindo aos poucos e que chega para fazer a diferença e ajudar o time. Vamos procurar nos entrosar ao máximo e quero ajudá-lo para que ele possa fazer um gol o mais rápido possível. Tenho certeza de que, com ele e Dagoberto, o ataque voltará a jogar bem – afirmou o garoto, em conversa com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM.

    "Com o Luis e o Dagoberto, tenho certeza que podemos voltar a jogar bem lá na frente"
    Lucas
     
    Luis Fabiano já está incomodado com a falta de gols. Após ter estreado contra o Flamengo, quando criou duas chances de marcar, teve sua melhor atuação no empate por 3 a 3 com o Cruzeiro, mesmo tendo perdido um pênalti, e depois praticamente não foi notado no empate por 0 a 0 com o Internacional. O Fabuloso havia colocado a partida contra o Atlético-GO como prazo final para balançar as redes adversárias.

    O técnico Adilson Batista não quer que Luis Fabiano se sinta pressionado.
    Ele está trabalhando, é um cara importante. É claro que está ansioso para voltar a marcar os gols, o que vai acontecer logo mais. Depois, tudo voltará ao normal – ressaltou o treinador.

    domingo, 2 de outubro de 2011

    O maior goleador do Morumbi

    Luis Fabiano é o maior artilheiro da história do Morumbi em média de gols


    Por Rubens Chiri / saopaulofc.net

    Se em números absolutos Luís Fabiano é o décimo segundo maior goleador da história do São Paulo, com 118 gols, em números relativos o centroavante detém também outras marcas muito expressivas. Em média de gols, durante toda a história do Tricolor, é o quarto colocado (empatado com Friaça) nesse ranking, com o desempenho de 0,74 gols por jogo.

    Como Waldemar de Brito, Friedenreich, Zezinho e Friaça atuaram pelo Tricolor antes dos anos 60, é certo dizer que Luis Fabiano é o maior artilheiro do São Paulo, em média, nos últimos 50 anos. Mais precisamente, nos últimos 54 anos.

    Essa condição de goleador implacável explica as artilharias alcançadas na Copa dos Campeões de 2001, Brasileirão de 2002, Paulista de 2003 e a Libertadores da América de 2004. Artilheiro todo ano. Artilheiro sempre.

    Não bastasse, mais especial ainda é a relação do camisa 9 com o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, que hoje - 2 de outubro -, completa 51 anos de milhares de jogos e dezenas de conquistas. No Morumbi, Luis Fabiano é soberano. Ainda que em termos absolutos o maior goleador seja Serginho Chulapa, com 83 gols, o Fabuloso aparece bem posicionado, como o sexto maior artilheiro do Templo, com 62 gols.

    Esses 62 tentos anotados definem Luis Fabiano como o principal goleador do Estádio, em se tratando, mais uma vez, de média de gols. Como só esteve presente 73 vezes no Morumbi, a taxa de gols do camisa 9 regresso é espetacular: 0,85 gols por jogo!

    Façanha que se sobressai de tal maneira que os torcedores, no Morumbi, só podem agradecer e se expressar de uma única forma: "Luis Fabianoooo, Luis Fabianoooo!".



    Confira abaixo os quadros de artilharia do São Paulo FC



    Os maiores artilheiros do São Paulo no Morumbi em média de gols
    1º Luís Fabiano (Luís Fabiano Clemente) 73 62 0,85
    2º Prado (Antônio Francisco Bueno do Prado) 30 24 0,80
    3º Careca (Antônio de Oliveira Filho) 94 69 0,73
    4º Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino) 187 135 0,72
    5º Víctor Hugo Aristizábal (Víctor Hugo Aristizábal Posada) 39 26 0,67
    6º Toninho Guerreiro (Antônio Ferreira) 82 52 0,63
    7º França (Françoaldo Sena de Souza) 146 91 0,62
    8º Reinaldo (Reinaldo da Cruz Oliveira) 44 26 0,59
    9º Dodô (Ricardo Lucas) 83 49 0,59
    10º Washington (Washington Stecanela Cerqueira) 43 25 0,58

    *mínimo de 30 jogos disputados



    Os maiores artilheiros do São Paulo no Morumbi em termos absolutos

    1º Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino) 187 135 0,72
    2º França (Françoaldo Sena de Souza) 146 91 0,62
    3º Müller (Luiz Antônio Corrêa da Costa) 187 91 0,49
    4º Raí (Raí Souza Vieira de Oliveira) 191 72 0,38
    5º Careca (Antônio de Oliveira Filho) 94 69 0,73
    6º Luís Fabiano (Luís Fabiano Clemente) 73 62 0,85
    7º Rogério Ceni (Rogério Mücke Ceni) 484 61 0,13
    8º Renato (Carlos Renato Frederico) 147 55 0,37
    9º Toninho Guerreiro (Antônio Ferreira) 82 52 0,63
    10º Dodô (Ricardo Lucas) 83 49 0,59

    Grandes ídolos mandam mensagens a Luis Fabiano

    Lugano, Kaká, Raí, Careca e Mineiro estão na torcida pelo camisa 9 são-paulino

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    Sem dúvida nenhuma, o atacante Luis Fabiano já é um dos grandes ídolos da história do São Paulo. Idolatria que terá novos capítulos a partir deste domingo, quando o camisa fará a reestreia pelo Tricolor diante do Flamengo, no Estádio do Morumbi.

    Neste momento importante, outros jogadores da história do São Paulo deram apoio ao camisa 9. É o caso de Kaká, com quem Luis Fabiano atuou ao lado no próprio Tricolor e também na Seleção Brasileira (estiveram juntos na última Copa do Mundo).
    "Desejo uma ótima reestreia para o meu amigo. Que seja um começo de uma nova fase de muitas alegrias e vitorias. Estarei na torcida", disse o camisa 8 do Real Madrid, que fez questão de enviar o seu apoio.
    Além de Kaká, outros ídolos como Careca, Raí, Mineiro e Lugano também estão na torcida por Fabuloso. Recuperado de lesão no joelho direito, o atacante agora espera aos poucos voltar a jogar bem e marcar os seus gols. Qualidade para isso ele tem, e de sobra.

    Boa sorte, Fabuloso:

    CARECA
    Quero desejar sorte ao Luis Fabiano e que ele possa ir bem nesta reta final do Brasileiro, que será importante. Espero que ele dê alegria aos torcedores, que tanto o admiram e esperam por esta volta do Fabuloso. O Morumbi estará cheio e estamos na torcida.

    RAÍ
    O Luis (Fabiano) deve estar com fome de bola. Lembro quando fiquei oito meses parado por contusão. Boa sorte. Estamos todos com você.

    LUGANO
    Que o Luis tenha muita sorte no retorno e possa dar muitas alegrias para os são-paulinos, com muitos gols e títulos.

    MINEIRO
    Luis Fabiano, além de ser um grande atleta, é também uma excelente pessoa com quem tive o privilégio de jogar na Ponte Preta. Quero desejar uma reestreia fantástica e que ele possa dar sequência no trabalho como atleta, ajudando o clube a conquistar titulos importantes nesta trajetória. Estarei, mesmo que longe, torcendo muito para que corra tudo bem. Meus votos de sucesso e muitas alegrias no Tricolor.

    KAKÁ
    Desejo uma ótima reestreia para o meu amigo. Que seja um começo de uma nova fase de muitas alegrias e vitorias. Estarei na torcida

    Chegou o grande dia: Fabuloso estreia pelo São Paulo

    Atacante está confirmado na partida contra o Flamengo, neste domingo, no Morumbi

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    Por Luiz Pires/VIPCOMM

    Chegou o grande. A espera acabou. A partir das 16h deste domingo, o atacante Luis Fabiano começará a escrever novos capítulos de uma bonita história com a camisa do São Paulo. Ele está confirmado e escalado no time titular diante do Flamengo, no Estádio do Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro.
    Fabuloso chegou ao Tricolor no começo do ano. Quase fez sua estreia diante do Avaí, também, no Morumbi, pela Copa do Brasil. Mas o atacante precisou de mais tempo para se recuperar de uma lesão no joelho direito. Tempos difíceis, mas superados com força e determinação, além da ajuda constante de todos no clube.
    "Está semana está sendo espetacular, um momento muito feliz. Durante este tempo machucado, tive algumas dúvidas. Que eu não conseguiria voltar em alto nível. O tempo estava passando e eu não conseguia voltar a treinar. Mas eu nunca desanimei e por isso estou aqui. Vou ser campeão aqui. Vim para isso", disse Luis Fabiano.
    O retorno de Fabuloso neste domingo também é um presente para o Morumbi, que completará 51 anos. Estádio que estará mais uma vez lotado. Público que já foi ao delírio na apresentação de Fabuloso, quando cerca de 45 mil estiveram no Morumbi para acompanhar a chegada do ídolo.
    "Vai ser um grande jogo. Todos os jogos com o Morumbi lotado fomos bem. Fizemos um bom papel. É importante este apoio. E a volta do Luis ajuda muito. Espero dar um passe para ele na cara do gol", completou Casemiro.
    O volante são-paulino divide esta expectativa com todos. Tanto dentro quanto fora do clube, os são-paulinos estão muito ansiosos para ver Luis em campo. Durante a preparação, o atacante disputou dois jogos-treino e mostrou o bom e velho faro de artilheiro: marcou três gols.
    O retorno dele completa aquele setor que faltava na equipe. Luis Fabiano será a referência no ataque tricolor. Um atacante que já marcou 118 gols em 160 partidas pelo Tricolor. E que promete fazer uma grande parceria com Dagoberto e Lucas.
    "Desde que ele chegou, a gente sempre foi muito amigo. Ele está louco para jogar. A gente percebe isso nele. Estou procurando aprender ao lado dele. É uma pessoa de bem com a vida. Esta parceria tem tudo para dar certo", ressaltou Lucas.
    Além da festa, o Tricolor sabe da importância do jogo contra o Flamengo. Com 46 pontos, a equipe está a três da liderança. Um triunfo neste domingo deixará o time próximo da ponta. Ingredientes não faltam para este duelo. Chegou a hora, são-paulino. Vai, Fabuloso!

    SÃO PAULO X FLAMENGO
    Local: Morumbi, São Paulo (SP)
    Data/Hora: 02/10/2011 - 16h
    Árbitro: Fabrício Neves Correia (RS)
    Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Júlio César Rodrigues Santos (RS)

    SÃO PAULO: Rogério Ceni; Wellington (Jean), João Filipe, Rhodolfo e Juan; Casemiro, Carlinhos (Denílson), Cícero e Lucas; Dagoberto e Luis Fabiano. Técnico: Adilson Batista.

    FLAMENGO: Felipe, Rafael Galhardo (Fierro), Alex Silva, Welinton, e Junior Cesar; Aírton, Willians, Renato e Thiago Neves; Ronaldinho Gaúcho e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

    Brasileiro de 2001: Fabuloso deu show contra o Flamengo

    No Morumbi, camisa 9 fez dois gols na vitória tricolor por 3 a 1

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    Por Rubens Chiri / saopaulofc.net

    O atacante Luis Fabiano fará sua estreia pelo São Paulo na tarde deste domingo, no Morumbi, diante do Flamengo. E a equipe carioca já sofreu nas mãos de Fabuloso. Pelo Campeonato Brasileiro de 2001, o atacante deu show e comandou a vitória tricolor por 3 a 1.
    Também no Morumbi, o atacante França, parceiro de Luis Fabiano no ataque, abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo. Após Ânderson deixar tudo igual, Fabuloso virou o jogo ainda no primeiro tempo. Na etapa final, mais um golaço do camisa 9.
    Luis Fabiano aproveitou cruzamento da direita e acertou um "voleio" para marcar e dar números finais ao jogo. Além do atacante, aquele time do Tricolor contava com grandes nomes como Kaká, França, Júlio Baptista, assim como Rogério Ceni, remanescente daquela época.

    SÃO PAULO 3 X 1 FLAMENGO


    Local: Morumbi, São Paulo (SP)
    Data/Hora: 15/11/2001 - 16h
    Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)
    Torneio: Campeonato Brasileiro
    GOLS DO SÃO PAULO: França e Luis Fabiano (2).

    SÃO PAULO: Rogério Ceni, Reginaldo Araújo, Émerson, Júlio Santos e Gustavo Nery; Fábio Simplício, Adriano (Júlio Baptista, 23/2T), Maldonado e Kaká; França e Luis Fabiano. Técnico: Nelsinho Baptista.

    FLAMENGO: Clemer, Alessandro, Juan, Fernando e Ânderson (Rocha, 39/2T); Sobrinho, Jorginho, Vampeta, e Felipe Melo (Roma, 30/2T); Petkovic e Edílson. Técnico: Zagallo.

    sábado, 10 de setembro de 2011

    São Paulo goleia o Flu no duelo dos tricolores e vai à decisão do showbol

    Tricolor do Morumbi faz 7 a 3 e decide, neste domingo, o Brasileiro da modalidade, em Mangaratiba (RJ). SporTV transmite às 10h

    Por SporTV.com Mangaratiba, RJ
     
    Com 100% de aproveitamento, o São Paulo está na decisão do Campeonato Brasileiro de Showbol, que será disputada, neste domingo, às 10h, em Mangaratiba (RJ).
    O time paulista conseguiu a classificação, neste sábado, ao vencer o duelo tricolor com o Fluminense por 7 a 3.
    O equilíbrio foi a tônica do primeiro tempo, com o São Paulo construindo a vantagem apenas nos minutos finais.
    O Fluminense saiu na frente com Fabinho (1 a 0). Mas o tricolor paulista reagiu e buscou o empate com Amoroso (1 a 1). Ele chegou ao 20º gol neste Brasileiro de Showbol.
    A igualdade se manteve nos primeiros 15 minutos até Amoroso, novamente, marcar 2 a 1 para o São Paulo - desta vez seu 21º gol na competição. Foi dele a jogada que restou no terceiro dos paulistas. Amoroso acertou a trave e, no rebote, Elivélton fez 3 a 1.

    Amoroso comemora gol do São Paulo com Juninho pelo showbol (Foto: Reprodução SporTV) 
    Amoroso comemora gol do São Paulo com Juninho pelo showbol (Foto: Reprodução SporTV)
     
    Com um gol de Beto, após roubada de bola de Djair, o Fluminense descontou no minuto final do primeiro tempo (3 a 2).
    - Temos que tomar cuidado porque showbol tem gol toda hora. É preciso ficar atento sempre - avisou Juninho Paulista.

    No segundo tempo, foi o São Paulo que ampliou, garantindo a passagem para a decisão do Campeonato Brasileiro. Primeiro, foi com Wilson (4 a 2) e depois com Alexandre (5 a 2).
    Fabinho fez seu segundo gol na partida, descontando para o tricolor das Laranjeiras (5 a 3). Em seguida, no entanto, o São Paulo voltou a ter três gols de ponta, com Rogério Pinheiro anotando para o time do Morumbi (6 a 3). O sétimo gol dos paulistas saiu dos pés de Wilson (7 a 3).

    São Paulo: Maizena, Wilson, Ivan Rocha, Amoroso, Cláudio e Juninho Paulista. Entraram Rogério Pinheiro, Pavão, Elivélton, Alexandre.

    Fluminense: Fábio Noronha, Fabinho, Válber, Alex Dias, Djair e Beto. Entraram Bruno Carvalho, Maciel.

    O SporTV transmite a decisão do Brasileiro de Showbol, neste domingo, às 10h, com narração de Lucas Pereira, comentários de Marcelo Rodrigues e reportagem de Marcos Carvalho.


    sexta-feira, 9 de setembro de 2011

    Rodrigo Caio mostra serviço e ganha espaço com Adilson Batista

    Elogiado pelo desempenho mostrado na vitória contra o Atlético-MG, volante quer manter pegada para se tornar titular do meio-campo tricolor

    Por Marcelo Prado São Paulo
    Rodrigo Caio, volante do São Paulo (Foto: Site oficial do São Paulo FC) 
    Rodrigo Caio não deve seguir no time na partida contra o Grêmio (Foto: Site oficial do São Paulo FC)
     
    O caminho está apenas no início. Mas o volante Rodrigo Caio, aos poucos, começa a cavar o seu espaço no time do São Paulo. Titular nas duas últimas partidas, quando o time venceu Figueirense e Atlético-MG, o camisa 18 sabe que deverá voltar para o banco no domingo, contra o Grêmio, mas fica feliz só de estar mostrando serviço.
    - Sei que ainda não sou titular absoluto, mas estou trabalhando para isso. Fico feliz de ter ajudado, fiz bem a proteção da zaga e agradeço ao Adilson, que me passou muita tranquilidade. Acho que o diferencial do nosso time nas últimas duas partidas foi a doação, a entrega, todos lutaram muito. Estou procurando o meu espaço e o importante é estar à disposição quando a oportunidade aparecer – afirmou o jogador.
    Rodrigo Caio conseguiu dar a volta por cima após uma estreia que pode ser classificada como um pesadelo. Ele entrou "de surpresa" na vaga do machucado Casemiro e viu o São Paulo ser goleado por 5 a 0 pelo Corinthians, no Pacaembu, no primeiro turno do Brasileirão. O volante de 18 anos seguiu trabalhando e uma nova chance surgiu oito rodadas depois, na partida contra o Bahia, quando foi improvisado na zaga. Mesmo com uma lesão no joelho, o garoto jogou os 90 minutos, o que lhe rendeu bom tempo no estaleiro.
    A volta foi contra o Figueirense, no último sábado, quando Adilson Batista montou o time sem 12 peças. Ele se destacou tanto que foi mantido no time e Wellington, que era o dono da posição, foi transferido para a lateral direita. O garoto se destacou tanto que foi chamado para renovar contrato. Ganhou um aumento e acertou um novo vínculo até agosto de 2016.

    Volante Rodrigo Caio foi um dos destaques da vitória sobre o Atlético-MG (Foto: Rubens Chiri / Site oficial do São Paulo FC) 
    Rodrigo Caio foi um dos destaques da vitória sobre o Galo (Foto: Rubens Chiri / Site oficial do São Paulo FC)
     
    Como todo garoto, Rodrigo Caio sonha em um dia jogar na Europa e até cita que tem o sonho de de vestir a camisa do Chelsea (ING). Antes, no entanto, quer se tornar realidade no São Paulo.
    - Todo jogador sonha com a Europa e comigo não é diferente. Mas ainda quero permanecer aqui por muito tempo. Quero marcar meu nome e conquistar títulos - lembrou.

    terça-feira, 6 de setembro de 2011

    Ceni, mil jogos e um sonho: 'Eu gostaria que o São Paulo fosse meu'

    Goleiro faz balanço da carreira, lembra das dificuldades sofridas no início e diz que sonha encerrar com um novo título da Libertadores pelo Tricolor

    Por Marcelo Prado e Sergio Gandolphi São Paulo

    Um sujeito consagrado, uma máquina de conquistar títulos e alcançar recordes. Chamado de “mito” pela torcida, Rogério Ceni completará, nesta quarta-feira, 21 anos de um dos mais bem sucedidos casamentos da história do futebol brasileiro. E quis o destino que, para que a data ficasse ainda mais especial, ele chegasse à incrível marca de 1.000 jogos pelo São Paulo, algo impensável naquele 7 de setembro de 1990, quando, com 17 anos e vindo de Sinop (MT), apareceu no CT da Barra Funda para realizar um teste no Tricolor.
    Para se ter uma ideia do que representa o feito, somente dois jogadores na história do futebol brasileiro atingiram tal marca: Pelé (1.114 partidas pelo Santos) e Roberto Dinamite (1.065 pelo Vasco). Mas o que realmente impressiona nesse paranaense de Pato Branco (PR) não são apenas as conquistas. E sim a maneira como ainda encara a carreira. Profissional ao extremo, é sempre o primeiro a chegar no campo e o último a sair do CT. Capitão há 757 jogos, ainda encontra palavras para mexer com o grupo na hora da preleção, como fez na partida de sábado, contra o Figueirense. E mesmo prestes a completar o seu milésimo jogo, é capaz de dizer:
    - Para mim, não tem festa na quarta-feira. Vou entrar em campo para trabalhar. Afinal, é um jogo que pode nos dar a liderança do Campeonato Brasileiro.
    Esse é Rogério Ceni, que, em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, faz um balanço de sua carreira, lembra das vitórias, das frustrações e confessa um sonho totalmente utópico:
    - Eu gostaria que o São Paulo fosse meu.
    É o amor pelo clube que o faz pensar se vale a pena encerrar a carreira no fim do ano que vem, quando termina seu contrato. Ceni diz que, em um ano, vai decidir se abandonará mesmo os gramados em dezembro de 2012. Se isso acontecer, ele já tem o script perfeito: com mais um título da Taça Libertadores da América.

    entrevista são paulo rogério ceni (Foto: Agência Estado) 
    Rogério Ceni durante a entrevista exclusiva concedida ao GLOBOESPORTE.COM (Foto: Agência Estado)
     
    GLOBOESPORTE.COM – Após 21 anos e 999 partidas, como você consegue manter tamanha motivação para seguir se destacando nos gramados?Rogério Ceni - A motivação vem de fazer o que eu gosto onde gosto. Escolhi ser atleta porque é o que adoro fazer. Sou apaixonado por jogar futebol no São Paulo. Tenho que ser feliz. Mesmo passando por dificuldades, sou um cara realizado. Até hoje, tenho intacto dentro de mim o desejo de treinar e de jogar. Sinto aquela angústia de saber se vamos vencer para assumir a liderança do Campeonato Brasileiro.

    Você é capitão do São Paulo há 757 partidas. Mesmo assim, ainda é capaz de mexer com os companheiros. Muitos disseram que a preleção antes da partida contra o Figueirense foi fundamental para a vitória.Precisava ganhar o último jogo. Precisamos ganhar todos, mas após o jogo contra o Fluminense, precisávamos dar um motivo para o torcedor ir ao estádio na quarta-feira. Nosso time estava desfalcado, não tinha nem banco completo. Tive que achar palavras diferentes, até porque haviam meninos da base. Me emocionei na hora de falar, tentei achar algo que era importante, que tocasse os caras que estivessem lá e foi o que aconteceu. Acho um absurdo o jogador entrar em campo e não dar o seu máximo. Correr, batalhar, dividir, cabecear deveria ser praxe em todos os jogos para todos os jogadores.

    "O milésimo jogo representa a minha vida. Tenho 38 anos, dos quais 21 vividos dentro do São Paulo. Nesse tempo, melhorei como ser humano, tive um aprendizado muito grande"
    Rogério Ceni
     
    O que representa o milésimo jogo?Em números é redondo, bonito. Quatro dígitos é difícil, rapaz. Representa a minha vida. Tenho 38 anos, 21 vividos aqui, ou seja, quase 60% da minha vida foi no São Paulo. Foi uma carreira, uma escolha de vida. Perdi muito da minha vida por escolher ser jogador, mas ganhei muito. O reconhecimento do meu trabalho, o carinho do torcedor, o respeito daquele que gosta de futebol. Foi uma troca de situações. Aprendi a ser uma pessoa melhor, aprendi a entender melhor as pessoas. Antes queria que tudo fosse feito do meu jeito, discutia com repórter. Hoje, entendo que cada um é de um jeito e você tem de tirar o melhor daquela pessoa, mas do jeito que ela é. Melhorei como gente, como ser humano e isso só veio com a experiência. Tive muitas lições e um aprendizado muito grande.

    Mas sem dúvida é algo especial, tanto que o São Paulo está preparando uma festa, antecipou o jogo, fez promoção de ingressos. Tudo para marcar a data.Jogo festivo é para quem vai ao estádio. É legal, vi que terá faixa, bandeira. A minha felicidade vem da presença do torcedor. Para mim, é um jogo, vou trabalhar e não fazer festa. Eu preciso ganhar. Se isso acontecer, aí vou estar relaxado e curtir aqueles momentos pós-jogo. Há tempos que não levamos 50 mil pessoas ao Morumbi. Espero que isso possa acontecer na quarta, não pela minha marca, mas pela importância da partida. A química que isso provoca não tem preço. Você pode usar mil palavras que nunca vai conseguir motivar igual a ver o Morumbi lotado.

    A preleção do jogo de quarta será diferente?Nunca preparo. Sinto o momento, as palavras surgem a cada programa que assisto, documentário que vejo, livro que leio. Procuro pegar coisas de grandes ídolos, caras como Jordan, Senna, frases ou momentos de superação de tanta gente boa. Daí que você vai encontrando coisas boas para falar em determinadas situações. No dia a dia, tento mostrar isso aos mais jovens para eles entenderem o que é o São Paulo.

    Tem alguma lição que você guarda até hoje?Quando cheguei ao São Paulo, morava no alojamento que ficava no portão 4. E o lanche da noite era no portão 1. Para quem não tem ideia, tinha de atravessar meio estádio no escuro total. Na época, até brincavam dizendo que alguns operários haviam morrido e que os espíritos moravam lá. Quando chegava no lanche, tinha café com leite, que eu não tomava, e pão murcho com margarina. Não fui só eu que vivi, era a situação na época. Ou comia aquilo ou ficava com fome. Aí vim para o CT e, após o primeiro teste, disseram que eu podia jantar. Tinha filé mignon, era bom demais.  Estava acostumado a treinar em campo de terra e via no CT o Telê catando as pragas do gramado. Quando concentrei pela primeira vez, meu quarto tinha ar condicionado. Falei: daqui não saio mais, não vou voltar para trás. Por ter passado essas dificuldades no início talvez eu dê tanto valor a isso até hoje. No mundo atual, é tudo diferente, tem o CT de Cotia. Os mais jovens não vão entender essas dificuldades. Acho bom até porque o mundo mudou. Mas também seria bom que eles dessem valor ao que eu e muitos demos na época.

    mundial interclubes  são paulo rogério ceni (Foto: Reuters) 
    Ceni elege a decisão do mundial de 2005 como um dos melhores jogos da sua carreira (Foto: Reuters)
     
    Nesses 999 jogos, você consegue eleger o mais especial? Ou os mais especiais?Existem aqueles jogos que não levaram a nada, no meio de campeonatos. E existem aqueles que ficam guardados para sempre. A final do Mundial de 2005 é especial para o torcedor por ver seu time campeão mundial após tanto tempo. Me lembro do  jogo contra o Cruzeiro em 2006, quando defendi um pênalti e fiz dois gols - arrancamos dali para o título. Em 2008, teve o jogo do tricampeonato brasileiro contra o Goiás, na cidade do Gama. Naquele campeonato, tiramos 11 pontos de desvantagem para o Grêmio. A final da Copa Conmebol contra o Peñarol em 1994 foi minha primeira conquista. Teve o gol na final do Paulista contra o Santos (em 2000). Você vai pensando e buscando coisas importantes.

    E as maiores frustrações?São mais fáceis de citar porque foram poucas. A primeira foi a perda da Libertadores de 1994, quando estava no banco. Fomos prejudicados no tempo normal por causa de um pênalti não marcado e demos azar do Palhinha, que foi tão importante nos anos anteriores, desperdiçar sua cobrança. Teve a final da Copa do Brasil de 2000, quando perdemos um título ganho aos 45 minutos do segundo tempo. E a derrota na final da Libertadores de 2006. Perdemos no Morumbi porque o Josué foi expulso injustamente e o Mineiro se machucou. No Beira-Rio, não tivemos força para buscar o empate. Politicamente, o Inter também foi mais competente que nós. Lembro que não pudemos usar o Ricardo Oliveira (o atacante pertencia ao Betis-ESP, que havia comprado Jorge Wagner do Inter. O meia se apresentaria após a Libertadores. O Colorado só aceitou negociar se os espanhóis não renovassem o empréstimo do Ricardo Oliveira, que não pode participar da decisão)

    "Até hoje, quando perco um jogo, fico com vergonha, não saio na rua"
    Rogério Ceni
     
    O que você pensa para o futuro?O futuro é o meu próximo jogo, minha próxima chance de vitória. Digo que cheguei no meu máximo, que é jogar no São Paulo e ser campeão. É o máximo que sinto de prazer de jogar futebol. Por isso, digo que cada jogo é um desafio. Pode parecer que não, mas quando perco um jogo fico com vergonha, não saio na rua. Fico constrangido, chateado.

    Por isso que você pulou a placa de publicidade e evitou a imprensa após a derrota para o Fluminense, na última semana?Aprendi uma coisa no futebol. Quando você está de cabeça quente, é melhor ficar quieto. Se falar besteira, não tem volta. É um direito meu não falar. Mas não foi por falta de respeito, foi para não falar algo que certamente me arrependeria e que, com toda justiça, seria bem explorado por vocês. Estava muito p..., jogamos mal, fomos horríveis contra o Fluminense. Tivemos 20 minutos nos quais faltou vergonha. Depois corremos atrás e não conseguimos recuperar. E foram justamente esses pontos que hoje poderiam nos colocar na ponta.

    Você pensa no seu futuro após dezembro de 2012? Acha que dá para continuar?Tenho contrato e vou procurar jogar em alto nível até lá. Daqui um ano, entre setembro e outubro do ano que vem, vou fazer uma avaliação para saber se posso continuar ou não. Certamente, os títulos serão fundamentais para a continuidade. Temos de ganhar algo, tenho de me sustentar em conquistar, em vencer novos campeonatos para que sirva de uma automotivação e continue fazendo o que fiz de profissão.

    Rogério Ceni no treino do São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM) 
    Ceni diz que vai continuar enquanto tiver prazer de treinar e defender o São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)
     
    Pelé (1.114 jogos pelo Santos) e Roberto Dinamite (1.065 pelo Vasco) estão à sua frente. É possível alcançá-los?Se jogar até o fim do ano que vem sem lesões, dará para chegar naturalmente no Roberto. Jogo, em média, 65 a 70 partidas por ano. No Pelé é impossível. Mas não é isso que me fará jogar mais ou não. Vou continuar enquanto tiver o desejo dentro de mim. Quando começar a perceber que o caminho do CT é muito longe, é porque é hora de parar.

    Você se vê em outra função que não seja a de presidente do São Paulo?Gostaria de um dia, o que não vai acontecer, que o São Paulo fosse meu. Aí faria tudo de acordo com as minhas convicções. Como o time não tem dono, teria de exercer outra função, com ideias de outras pessoas. E serei questionado mesmo não implantando as minhas ideias. Por isso, tenho dúvida se teria outro cargo no São Paulo que não fosse o de comando máximo, de decisão. Não ficaria triste se não continuasse depois, porque vou sair com a sensação do dever cumprido. Se chegar esse momento, terei a função mais nobre de um são-paulino, que é torcer.

    "Quando eu parar, o São Paulo vai continuar grande. Isso aconteceu no passado com outros grandes craques"
    Rogério Ceni
     
    Muita gente brinca perguntando se existe futuro no São Paulo sem o Rogério Ceni.O São Paulo vai continuar grande. Isso já aconteceu no passado com grandes craques. Quando o Raí parou, todo mundo tinha essa dúvida e acho que pude contribuir um pouco. Assim como antes do Raí teve o Careca, que teve o Pedro Rocha antes, que teve o Dias, que teve o Poy. Não me acho melhor do que ninguém. Só acho que sempre fiz e faço o melhor para o São Paulo.

    O título da Libertadores de 2012 seria um grande final para você?É que o tenho na cabeça. É a minha realidade, é o que mentalizo todos os dias. Primeiro temos de garantir a vaga. Depois, a diretoria precisará montar um time ainda mais forte. Para mim, a conquista de mais uma Libertadores seria como fechar com chave de ouro. Todo mundo quer parar por cima. Todo mundo quer fazer como fez o Fernando Meligeni (tenista), que teve aquela vitória sobre o Marcelo Ríos (Chile) no Pan-Americano.


    Se o futuro for longe da bola, você já tem alguma ideia?
    Quem sabe eu possa morar fora do país por um tempo, conhecer novos países, novas culturas. Depois que parar com o futebol, quero jogar tênis, gosto muito. É claro que, de vez em quando, vou disputar uma pelada, mas na linha. Garanto que após meu último jogo como profissional do São Paulo, nunca mais vou vestir uma luva na vida.
    Rogério Ceni 2005 (Foto: AFP) 
    Ceni sonha fechar a carreira em 2012 levantando um novo caneco da Taça Libertadores  (Foto: AFP)