A derrota para o Bahia fez aumentar o temor nos bastidores do São Paulo de iniciar mais uma temporada sem a tão esperada vaga na Libertadores. Se o medo se concretizar, 2012 começará para o time tricolor com queda brusca na renda, assim como aconteceu neste ano. A diferença é que o elenco terá mudanças radicais.
FALHAS DA DEFESA COMPROMETEM
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O técnico Emerson Leão passou a semana inteira tentando corrigir os erros de finalização do São Paulo, com direito a treinos específicos com alguns atletas e ‘punição’ para quem errasse os arremates. A julgar pelos três gols feitos contra o Bahia, o problema foi corrigido, mas a defesa sofreu quatro no mesmo jogo e passou a ser motivo de alerta para as próximas partidas.
“Se esse time não for para frente com um novo técnico, no final do ano chegamos à conclusão de que não é técnico, é time. E teremos que modificá-lo”, falou Juvenal mês passado no Paraguai.
As declarações fortes do presidente do São Paulo mexeram com o elenco. O zagueiro João Filipe admitiu que os jogadores ficaram com medo de não continuar no clube no ano que vem. Mas o vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes manteve o tom da fala do seu chefe e admitiu que muitos atletas devem mesmo sair em caso de um insucesso neste Brasileirão.
“O que o presidente Juvenal falou é verdadeiro. As peças que não corresponderem serão substituídas... estamos num aperfeiçoamento permanente da equipe. Óbvio que os jogadores que não se adaptarem a nossa equipe vencedora serão substituídos”, declarou o dirigente para o UOL Esporte.
Uma eventual ausência do tricampeão da Libertadores na competição em 2012 também mexeria (e muito) no bolso do São Paulo. A reportagem tentou entrar em contato com os responsáveis pelo marketing do clube, Julio Casares e Rogê David, mas não obteve sucesso.
Ao Blog do Quesada, porém, Casares admitiu que a ausência da Libertadores geraria um forte impacto nas receitas do time. O vice-presidente de comunicação e marketing do clube até se arriscou a fazer uma projeção do valor perdido: R$ 20 milhões por ano.
“Tivemos de 10 a 15% de queda na receita total do futebol ou cerca de 20 milhões de reais por ano, desde 2009 [período em que começou a fase sem títulos]″, explicou Casares, que fez a estimativa baseado em "bilheterias, produtos do clube, prêmios da competição e direitos de TV".

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