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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Juvenal Juvêncio 'goleia' nas urnas e é reeleito presidente do São Paulo

Depois de manobra política e alteração no estatuto, atual presidente vai para o terceiro mandato consecutivo com vitória por 163 a 7 sobre Lapolla

"O São Paulo precisa de mim. Todos sabem disso. Precisa da minha eficácia. Eu preciso terminar essa obra fantástica"
 
                                                                     Juvenal Juvêncio
 
Na noite desta quarta-feira, pela terceira vez consecutiva (a quarta no geral, contando o biênio 1988-1990), Juvenal Juvêncio, 76 anos, foi eleito presidente do São Paulo. No pleito, realizado no salão nobre do estádio do Morumbi, o atual mandatário venceu Edson Lapolla, da oposição, por 163 a 7 (dos 232 conselheiros aptos a voto, 177 compareceram e 174 votaram). Houve quatro votos brancos.
- O São Paulo precisa de mim. Todos sabem disso. Precisa da minha eficácia. Eu preciso terminar essa obra fantástica. Tem o progresso do Morumbi, a readequação do CT da Barra Funda, a ampliação de Cotia – disse o vencedor das eleições, depois de um inflamado e provocativo discurso no palanque do salão nobre do Morumbi.
Eleito pela segunda vez em 2006, como sucessor de Marcelo Portugal Gouveia, Juvêncio ficou dois anos no cargo e em seguida foi reeleito, derrotando o ex-judoca Aurélio Miguel. No mesmo período, o Conselho Deliberativo aprovou uma mudança no estatuto clube: o mandato do presidente passou de dois para três anos.
Foi justamente em cima dessa alteração que Juvenal Juvêncio conseguiu ser reeleito mais uma vez. A manobra do presidente, no entanto, causou polêmica. Até porque o estatuto tricolor só permite uma reeleição. O mandatário, porém, se baseou no fato de essa ser sua primeira no novo estatuto.
A oposição até tentou impugnar a candidatura de Juvenal, por considerar que sua ação é contra as regras do clube. Não deu certo. As tentativas de Edson Lapolla e seus pares na Justiça não surtiram efeito até a data da eleição. Mas ainda há uma ação contra a alteração do estatuto em trâmite na Justiça.
Portanto, se no próximo dia 27 de abril a Justiça determinar que é inválida a alteração no estatuto que permite mais uma reeleição de Juvenal Juvêncio, o Conselho Deliberativo do clube terá de convocar uma nova reunião para que a situação lance um outro candidato. Assim, um novo pleito seria realizado.


Derrotado nas urnas, Lapolla falou sobre o pleito e citou Muammar Kadhafi, ditador da Líbia, no poder desde 1969 e que enfrenta revolta popular por sua saída.
- Mais um mandato de Juvenal Juvêncio não é um bem para o São Paulo. Sem comparar as pessoas, vou dar um exemplo: o Kadhafi. O povo o quer fora, mas se você olhar no palácio dele tem um monte de gente em volta. Se der uma festa vai ter até gente de camisa amarela. Quem está no poder seduz – falou Lapolla, citando a cor das camisetas de campanha da chapa de Juvenal.
Em resposta à provocação de Lapolla, o candidato eleito diminuiu a força da oposição e tirou sarro do número de votos obtidos no pleito desta noite.
- A oposição não existe. Ela teve sete votos. Se você tirar um, ficam seis. Se você tirar mais os cupinchas, não sobra nada – provocou o presidente são-paulino.
Também nesta segunda-feira, o São Paulo elegeu o novo presidente do Conselho Deliberativo, assim como seu vice e os dois secretários. A noite foi também de pleito para os cinco membros efetivos do Conselho Fiscal. Somente a chapa da situação lançou candidatos, portanto eles já iniciaram a votação vencedores.
Confira abaixo o nome dos eleitos:
Presidente do Conselho Deliberativo - José Carlos Ferreira Alves
Vice-presidente do Conselho Deliberativo - Arlindo Pedro Rochel
1º secretário - Artur Palaia Rodrigues
2º secretário - Marcelo Pupo Barbosa
Membros efetivos do Conselho Fiscal:
Celso de Almeida Magalhães
João Hercúleo Eduardo
José Alberto dos Santos
Mário Jorge Paredes
Kazushiro Yano

 

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