Nesta tarde de sábado – lindíssima, por sinal! – o Soberano deu adeus ao sonho da tríplice coroa em 2011: Paulistão, Copa do Brasil e Brasileirão.
Depois de ter dominado o primeiro tempo da partida, com perda de gols incríveis, uma simples modificação de Muricy – a substituição de um centro-avante por um zagueiro (arriscada a princípio!), fez toda a diferença. O time das sardinhas dominou o meio-de-campo e a maestria de Paulo César Ganso conduziu o time da Vila à final. Com um passe para Elano (Toma! Faz!) e com uma batida de fora da área, certeira, decretou o fim do nosso sonho.
Perdida a partida, é natural a nossa reflexão: as contusões de Lucas e Rhodolfo foram cruéis. Perdemos a segurança na lateral direita, espaço ocupado por Neymar (Xandão é um trapalhão!) e perdemos o ímpeto e o inesperado pela meia-direita. E não nos esqueçamos da falta que está fazendo o Fernandinho . . .
Faltou qualidade nos arremates: pelo terceiro jogo seguido, Jean chega dentro da grande área em condições de assinalar um gol; perde-se na finalização e chuta às nuvens. Também a Ilsinho falta essa qualidade final, o último toque – seja um drible a mais (Harley, goleiro do Goiás, jogou de zagueiro e impediu mais um drible e, fatalmente, o gol, e Rafael, do Santos, em bola rebatida, impediu aquele que seria um gol que modificaria o panorama do jogo; era só jogar a bola por cima do goleiro!
Faltou empenho no meio: se Elano e Ganso teriam, a partir da substituição de Zé Eduardo, a função de ocupar espaço mais à frente, a contra-partida deveria ter sido adotada por Casemiro, Carlinhos Paraíba e Jean – marcar mais atrás e sair em contra-ataque.
Faltou a Paulo César Carpegiani a modificação imediata em contra-posição à entrada do zagueiro Bruno Aguiar: tirar Xandão, recuar Jean para a lateral-direita e colocar Fernandão. Não tivemos centro-avante! Uma bola centrada da ponta-direita, com a defesa do Santos aberta, não contou com matador que chegasse para concluir.
Está faltando Fernandinho! A sua movimentação pelo lado esquerdo acabaria por confundir a instável defesa das sereias.
Assim, só nos resta aguardar o próximo jogo, contra o Avaí, torcendo pelo retorno de alguns dos citados contundidos e a, ansiosamente esperada, estréia do Fabuloso . . .
É pedreira!
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