Por: Carlos Port
O São Paulo já perdeu todo o primeiro semestre de 2011.
Perdeu tudo, nos anos de 2009 e 2010.
Como perdeu, os últimos 14 campeonatos de confrontos mata-mata que disputou: caiu em 5 Libertadores, 5 Campeonatos Paulistas, 2 Sul-Americanas, 1 Recopa e 1 Copa do Brasil.
Perdeu profissionais campeões e de Seleção Brasileira, do gabarito de Turíbio Leite de Barros e Carlinhos Neves.
Perdeu dirigentes históricos na linha de frente, como Marco Aurélio Cunha.
Também perdeu a linha do tempo, passando de 2007 a 2010, sem a contratação de um líder para o meio-campo, que dividisse a responsabilidade e liderança da equipe, com Rogério Ceni.
E quando trouxe este perfil de jogador em 2011, perdeu a chance de utilizá-lo em campo, por caprichos e birra pessoal do seu treinador.
O São Paulo perdeu a chance de demitir diretamente Carpegiani, mandando o treinador se reapresentar, após os fracassos e vexames da temporada.
Não é perder que traz a vergonha, mas é como se perde.
“Minha vontade era de enfiar a cabeça em um buraco”. Ouvir isso de Rogério Ceni, do mito que em 2011 atingiu a antológica marca de 100 gols e buscará 1000 jogos, dói na alma.
Tudo isso o São Paulo perdeu na gestão de Juvenal Juvêncio e dos seus escudeiros Leco e Jesus Lopes, no departamento de futebol.
Perdeu ainda mais.
Nos bastidores do poder, perdeu o Morumbi na Copa do Mundo, pois se tornou inimigo declarado de CBF e FPF. Está literalmente, contra tudo e contra todos.
O Tricolor perdeu a moral e a ética, quando rasgou o estatuto do clube por mais uma reeleição de JJ.
O torcedor não pode mais perder tempo e se iludir.
O problema nunca esteve somente nos técnicos!
Por mais que Baresi, Ricardo Gomes e agora, Carpegiani, tenham a sua cota de responsabilidade, pelos insucessos e fracassos no comando tricolor, o São Paulo perdeu muito pelos erros de sua diretoria!
Perdeu em planejamento de elenco errados.
Perdeu em atos de soberba.
Soberano? Sim, o São Paulo é. Mas o ditado milenar ensina: Que o mundo fale de você e não, que você fale para o mundo.
Juvenal Juvêncio venceu a reeleição de forma esmagadora. Com ele, permanecem Leco e Jesus Lopes.
Eles venceram, o São Paulo continua perdendo.
Os caminhos que levaram à reeleição:
Após estar pressionado pela torcida e ter a legitimidade do 3º mandato questionada na grande imprensa, Juvenal Juvêncio trouxe Rivaldo, com pompa e circunstância de ex-melhor do mundo. Pra quê?
Na semana que seria votada a mudança de Estatuto, Juvenal Juvêncio anunciou pela imprensa nos corredores, a contratação de Alex Silva. O fez?¹
Por fim, beirando a data da eleição, seu diretor Jesus Lopes utilizou a mídia para falar em uma contratação que seria uma BOMBA, obviamente, voltou atrás. Porque, claro, onde está?²
O trio Juvenal Juvêncio, Leco e Jesus Lopes está colhendo até hoje, as consequências de ter mandado embora o Muricy Ramalho, há 3 anos atrás. Sem mais.
De ter feito apostas em elencos bons e baratos, somente baseado na Lei Pelé.
O Mais Querido perdeu na persistência inaceitável de ter jogadores de nível técnico medíocre, compondo seus elencos.
Falaram nesses anos todos, na “responsabilidade” com os gastos, como se o maior campeão brasileiro, da Libertadores e mundial, não tivesse como ter parceiros para a contratação de grandes jogadores, como todos os rivais que eliminaram o SPFC de 2007 a 2011, fizeram.
O marketing tricolor perdeu a chance de fazer o SPFC mais forte. E continua perdendo.
Mas quem mais perde pelos erros de comando do clube, são-paulino, é a nação tricolor!
Refém de derrotados perpetuados no poder.
Só que esta torcida joga junto com o clube, os verdadeiros são-paulinos, estão ao lado do Tricolor, na vitória ou na derrota.
Porém, não aceitam perder por marasmo e incompetência. No mínimo, luta e capacidade dentro de campo e fora dele!
Muda SÃO PAULO, sua grandeza não condiz com essa realidade!
| *** O texto é de inteira responsabilidade de seu autor, não expressando, necessariamente , a opinião do portal. *** | |||
![]() |
| ||


Nenhum comentário:
Postar um comentário